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Saúde

Aquidauana adota medida preventiva contra Leishmaniose em cães

A cidade irá equipar 2 mil cães de diversos bairros com coleiras contendo repelente

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Aquidauana está implementando um projeto crucial para a saúde animal e, por consequência, para a saúde pública, focado no combate e prevenção da Leishmaniose.

Conforme divulgado pela prefeitura, a cidade irá equipar 2 mil cães de diversos bairros com coleiras contendo repelente contra o mosquito transmissor da Leishmaniose. Esta iniciativa, que se inicia esta semana, envolve a identificação, teste e aplicação das coleiras nos animais.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o censo canino e a testagem começarão pelos bairros com maior incidência da doença, incluindo Jardim Aeroporto, Vila Pinheiro e Nova Aquidauana. Posteriormente, a campanha se estenderá para os demais bairros.

A participação de Aquidauana neste projeto é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento (SESAU), a Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério da Saúde. O projeto visa atender municípios de Mato Grosso do Sul com alta incidência de Leishmaniose canina e casos de Leishmaniose visceral em humanos, inclusive fatais.

Com duração estimada de quatro anos, o projeto fornecerá gratuitamente coleiras com inseticida e repelente para proteger os cães. Os animais com mais de três meses de idade poderão receber as coleiras, que devem ser utilizadas por seis meses antes de serem substituídas.

Na semana passada, uma reunião entre a Secretária Municipal de Saúde e Saneamento, a médica veterinária e gerente de Zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde, além de outros representantes, foi realizada para organizar o cronograma do projeto em Aquidauana.

De acordo com a Secretária de Saúde de Aquidauana, Patrícia Panachuki, o objetivo principal é prevenir a Leishmaniose em humanos, já que os cães protegidos pelas coleiras estarão menos sujeitos à picada do mosquito transmissor.

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS)/Campus de Aquidauana também colaborará no projeto, fornecendo acadêmicos de Zootecnia para realizar o censo animal e obter informações sobre a população canina da cidade.

Após o levantamento inicial, será realizado o teste rápido nos animais para detectar aqueles infectados com Leishmaniose, seguido pelo tratamento adequado, de acordo com os protocolos de saúde.

Os cães diagnosticados positivamente para Leishmaniose serão submetidos a um contra teste no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Campo Grande. Em caso de confirmação, os proprietários serão contatados para decidir sobre a eutanásia do animal, conforme protocolo de saúde, ou assumir a responsabilidade pelo tratamento veterinário.

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