Taunay/Ipegue
Queima de bomba compromete abastecimento na Terra Indígena Taunay/Ipegue; liderança afirma que ainda não recebeu prazo para a normalização do serviço
Publicado em 15/10/2026 às 16:32
Sem água há duas semanas, Aldeia Água Branca cobra resposta do DSEI MS3
Moradores da Aldeia Água Branca, na Terra Indígena Taunay/Ipegue, denunciam que estão há aproximadamente duas semanas sem abastecimento de água após a queima da bomba responsável pelo fornecimento à comunidade. A liderança cobra providências do DSEI-MS (Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul) e da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) para restabelecer o serviço.
Segundo a manifestação encaminhada pela comunidade, as cobranças começaram após o equipamento apresentar o problema. A liderança afirma que vem tentando diálogo com os setores responsáveis pelo saneamento, mas ainda não recebeu uma previsão concreta para a solução.
Conforme as informações repassadas à comunidade, não haveria uma bomba disponível em estoque para substituir a queimada. O reparo dependeria de uma equipe terceirizada que atende as demandas em nível estadual.
A falta de água preocupa especialmente por atingir famílias com crianças, idosos e pessoas com comorbidades, que precisam de condições adequadas de higiene e acesso à água. A comunidade também relata dificuldades na área da educação, com atividades escolares realizadas remotamente.
Mesmo após sucessivas cobranças, a liderança afirma que não recebeu um prazo definido para a retomada do abastecimento. Por isso, pede providências emergenciais, a disponibilização de uma nova bomba e um cronograma para a normalização do serviço.
A comunidade questiona a demora no atendimento e afirma que entraves burocráticos não podem se sobrepor a uma necessidade básica da população indígena.
“Não estamos pedindo privilégios. Estamos exigindo respeito, responsabilidade e uma solução para uma necessidade essencial. A comunidade não pode continuar sem água, sem respostas e sem um prazo definido para resolver essa situação”, afirma a manifestação.
A liderança diz que buscou diálogo com os órgãos responsáveis antes de tornar pública a situação e agora pede transparência e medidas urgentes para resolver o problema.
O Pantaneiro buscará um posicionamento do DSEI-MS e da Sesai sobre a falta de abastecimento, as medidas previstas e o prazo para a normalização do serviço.
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