Presidente da Abeta, ela vem ganhando espaço como uma das vozes mais relevantes do turismo de natureza no Brasil.
Lejania
O turismo brasileiro vive um momento histórico de crescimento — e, cada vez mais, com protagonismo feminino. Mais do que consumidoras, as mulheres estão assumindo o comando do setor, influenciando decisões de viagem e liderando negócios em todo o país. Nesse cenário de transformação, ganha destaque a atuação da aquidauanense Lejannia Malheiros, uma das vozes mais relevantes do turismo de natureza no Brasil.
O movimento acompanha números expressivos. Em 2025, os aeroportos brasileiros bateram recorde com 129,6 milhões de passageiros, segundo a Anac. Ao mesmo tempo, dados da UN Tourism indicam que mulheres são responsáveis por mais de 70% das decisões de viagem no mundo. No Brasil, elas já lideram cerca de 57% dos negócios turísticos, conforme o IBGE.
Esse avanço também se reflete no empreendedorismo: o Sebrae aponta que o país possui mais de 10,4 milhões de mulheres à frente de empresas.
Mudança de comportamento e novos destinos
O protagonismo feminino também está redesenhando o mapa do turismo. Embora o Sudeste ainda concentre grande parte das viagens, mulheres demonstram maior interesse por destinos no Norte e Nordeste, especialmente aqueles ligados à natureza, cultura local e experiências de descanso.
Viajar, aliás, é o principal sonho de muitas brasileiras. Pesquisa do Think Olga revela que esse desejo é compartilhado por 67% das mulheres entre 18 e 29 anos e por cerca de 59% das acima dos 30.
Liderança feminina e transformação cultural
É nesse contexto que a atuação de Lejannia Malheiros ganha relevância nacional. Como presidente da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), ela observa de perto o avanço das mulheres — mas também os desafios que ainda persistem.
Segundo a aquidauanense, o setor vive uma “transição cultural”, em que antigas percepções ainda exigem que mulheres reafirmem constantemente sua capacidade técnica e liderança.
“Estamos avançando de forma consistente, mas ainda existem hábitos e visões em transformação”, analisa.
Apesar disso, os números dentro da própria Abeta mostram a força feminina: mais de 70% da diretoria da entidade é composta por mulheres, refletindo competência, visão estratégica e compromisso com o desenvolvimento sustentável do turismo.
Força coletiva e futuro do setor
Para Lejannia Malheiros, o caminho para superar desigualdades — como a diferença salarial, ainda 24,4% menor para mulheres — passa pelo fortalecimento do coletivo.
Ela defende o associativismo como ferramenta essencial para criar redes de apoio, ampliar a visibilidade feminina e formar novas lideranças.
“Acredito muito na força do coletivo para superar essas barreiras. Promover ambientes mais diversos e respeitosos não é apenas uma questão de equidade, mas também de fortalecimento do próprio setor”, destaca.
Um setor em transformação
O crescimento do turismo no Brasil mostra que o setor caminha para um modelo mais diverso, sustentável e sensível às questões sociais. Nesse novo cenário, mulheres não apenas participam — elas lideram.
E entre essas lideranças, a trajetória de Lejannia Malheiros reforça como talentos regionais, como os de Aquidauana, têm conquistado espaço e ajudado a redefinir o futuro do turismo brasileiro.
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