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Abrigo improvisado na Rua Cândido Mariano / Reinaldo Lourenço

Com um guarda-chuva, folhas e caixotes de feira, moradores tentaram proteger quatro gatos que foram abandonados em um terreno, na Rua Cândido Mariano, região central de Aquidauana. Esse tipo de situação, ou até mais cruéis, é a realidade diária do Abrigo dos Bichos, lar de 60 felinos.

O Pantaneiro recebeu de uma leitora as imagens mostrando a situação dos quatro gatinhos, que viviam em uma “cabaninha” improvisada por quem por ali passou. Agora eles estão devidamente abrigados na instituição, que recebe apoio financeiro da Prefeitura e de duas voluntárias, identificadas como Rose e Elaine.

Em uma casa com seis cômodos, que possui diversos brinquedos recicláveis, nossa equipe foi recebida por Daniel. Ele é o funcionário contratado para alimentar os mais de 60 bichanos diariamente e manter o local devidamente higienizado.



Mesmo com os repasses municipais e das voluntárias, as rações ainda acabam sendo insuficientes, pois as pessoas continuam abandonando os gatos na porta do local, muitas vezes das formas mais cruéis. Vizinhos contam que já encontraram, logo pela manhã e antes da chegada de Daniel, sacos de lixo fechados com filhotes dentro, quase mortos.

Para quem deseja colaborar de alguma forma com a vida desses animais, doações de rações, leite em pó e até brinquedos podem ser entregues no local. Caso não atendam, alguém da vizinhança com certeza irá colaborar.

O atendimento é apenas no período vespertino.

A pedido dos protetores dos animais foi solicitado a não soltura dos animais em frente ao abrigo dos bichos, pois isso consta como maus tratos e é passível a punição.

Art. 32 da Lei 9.605/98

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 1º-A Quando se tratar de cão ou gato, a pena para as condutas descritas no caput deste artigo será de reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, multa e proibição da guarda. (Incluído pela Lei nº 14.064, de 2020)
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

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