17 de setembro de 2021
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Vitória

Na luta contra o câncer, o apoio e gratidão da família de Naína são as armas mais poderosas

A enfermeira deposita em Deus a sua gratidão, por ter sido mãe meses antes de retirar o útero

21 ABR 2020 - 08h45min
Kamila Alcântara

Hoje quero compartilhar uma história de esperança e total gratidão de uma família inteira em prol da enfermeira Naína Lorenzano, de 31 anos, moradora do Bairro Alto em Aquidauana. Na presença dos pais e irmãs, ela e o esposo Mauro César rasparam as cabeças, marcando uns dos primeiros passos para a vitória contra o câncer de colo de útero.

O sonho de Naína era ser mãe, das que planejam tudo e desejam amamentar em livre demanda até que a criança largue por espontânea vontade. A gravidez foi muito complicada e delicada, sendo necessário um parto cesariano após quatro dias de fortes contrações, internada no HU (Hospital Universitário) de Campo Grande.

“Um médico fez o toque e notou que o meu colo do útero estava muito enrijecido. Foi ele que marcou a minha cirurgia para tirar a neném, mesmo estando com 31 semanas de gestação, que são sete meses. Eu sentia fortes contrações, mas nada de dilatação”, lembra a enfermeira.

Foram 28 dias em que ela e o esposo permaneceram no hospital, cuidando da pequenina bebê que acabará de chegar, até que retornaram para Aquidauana. Os primeiro meses foram estranhos por conta um liquido que descia do útero da enfermeira, que se tornaram hemorragias. Por não ter dor alguma, só quando a bebê fez três meses que Naína procurou um médico.

Sextou no Dom - DOM JOSIMO - 17Set_02



“Em Campo Grande eu me consultei com uma das melhores ginecologistas, que de imediato me disse que se tratava de um câncer, que meu colo do útero estava extremamente prejudicado e provavelmente o meu útero também. De lá, já fui para o consultório do oncologista. Ele me informou que o câncer estava no limite para cirurgia, que mais um mês de espera não teria chances de cura”, conta Naína.

Era dia 18 de janeiro que a bomba de ser positivo para uma doença tão agressiva chegou na família, mas sem muito tempo de respirar, pois no dia 21 Naína já estava sendo internada no Hospital Regional para retirada do colo, útero e trompas. Sem a cirurgia imediata ela corria o risco de ter metástase, em que o câncer espalharia para o intestino.

“Meu pós operatório foi bem tranquilo. Foi na casa dos meus pais e eu pude continuar amamentando a minha filha, que era a minha maior preocupação no momento”. Mas logo vieram os retornos, com o material analisado ficou confirmada a necessidade de quimioterapia e radioterapia.

“O médico foi bem claro, não dando outra opção a não ser a perca do cabelo. Eu tenho a minha vaidade, mas perder o cabelo para mim era o menor dos problemas, pois estou focada na cura!”, destaca.

E na varanda da casa dos pais, na presença das irmãs, marido e esposa rasparam as cabeças com todo o apoio da família, gratos a Deus pela a oportunidade de realizarem o sonho de serem pais antes que a doença forçasse Naína a retirar o útero.

Para Mauro, ter raspado a cabeça é até um gesto simples, pois o importante é demonstrar o companheirismo e cumplicidade entre eles com atitudes no dia-a-dia mesmo, com respeito e amor.

“Temos uma benção, que é a Rafaela e que se não fosse ela não descobriríamos esse câncer. Estamos tranquilos, pois estou confiante em Deus porque ele sempre nos ajudou, nos fortaleceu e nos uniu. Acreditamos que será uma fase que vamos passar logo”, disse. 




“Com a quimioterapia, eu tive que parar de vez com o aleitamento, mas Deus cuidou de tudo, pois foi bem na época da introdução alimentar e tudo funcionou bem. Sabe, os planos foram de Deus, pois tive a minha bebê e depois retirei o meu útero. Foi graças aos sintomas após o parto que procurei o médico. Se eu não tivesse minha bebê, vai lá saber quando eu iria procurar um médico? Sou imensamente grata”, concluiu Naína.

Câncer no colo de útero no Brasil

De acordo com o portal do Instituto Oncoguia, são 16,3 mil novos casos e 8 mil mortes a cada ano no país. O câncer do colo de útero é o terceiro mais comum entre as mulheres do Brasil. Estima-se que para cada ano do biênio 2018/2018 haverá um risco de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres. A única forma de prevenir essa doença e a realização de exames de rotina, que precisam ser ainda mais frequentes em mulheres com histórico na família. 

 

 

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