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Aquidauana

Piraputanga pede socorro: "precisamos de água!", afirmam moradores

Constante falta de água tem causado prejuízos a comerciantes e dificultado a rotina da população

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Em plena ascensão do turismo incentivado pela rodovia da Estrada Parque, o distrito de Piraputanga ainda enfrenta um desafio básico de fornecimento de água. Os moradores têm enfrentado constantes interrupções no abastecimento, como ocorreu na última sexta-feira (31/01) e parte deste sábado (01), comprometendo a rotina da população e dos comerciantes locais.

A situação é ainda mais preocupante com a chegada do carnaval, um período em que o fluxo de turistas tende a aumentar consideravelmente. A festa promete movimentar pousadas, casas de aluguel e comércios da região, mas, sem a garantia de um fornecimento adequado de água, o cenário se torna incerto. Lourdes Faria, de 71 anos, proprietária do comércio Calçadão do Faria, que existe há 30 anos, desabafou sobre os prejuízos causados pela falta de água: "Água é tudo para uma lanchonete, um restaurante. Dependemos de água para praticamente todos os serviços prestados e só temos tido prejuízo", afirmou, explicando que, por conta disso, não conseguiu atender os clientes de sexta e sábado.

Além da escassez de água, a insegurança em relação à continuidade dos problemas nas datas próximas a eventos e feriados tem preocupado os moradores e comerciantes locais. "Como o distrito irá crescer desse jeito? Estamos abandonados", questionou outro morador, visivelmente frustrado com a situação.

Atualmente, o distrito conta com apenas uma caixa d'água, que depende de energia elétrica para o fornecimento e distribuição da água encanada aos moradores. Esse sistema frágil tem mostrado suas limitações diante do aumento da demanda, especialmente durante a alta temporada de turismo.

Em entrevista ao O Pantaneiro, o gerente regional da Sanesul em Aquidauana, Danilo Pires do Espírito Santo, reconheceu as dificuldades enfrentadas pela comunidade e afirmou que a falta de água foi ocasionada devido a uma queda de energia. "Com o retorno de apenas uma fase (de energia), a bomba não trabalha nessa condição e após o restabelecimento da energia os reservatórios de água já estavam secos e por isso demoram um pouco mais para restabelecer o serviço de fornecimento de água", afirmou.

Para Rodrigo Rezek, que tem propriedade em Piraputanga desde 1981, as autoridades precisam olhar com mais atenção para a situação. "Piraputanga cresceu, já passou da hora da Sanesul colocar outra caixa dágua e um gerador com ligação automática na falta de energia. A água fornecida não é barata, e o descaso dessa empresa com a população é gritante!", afirmou.

Enquanto isso, a população e os comerciantes aguardam soluções urgentes para garantir o abastecimento de água e a estabilidade do sistema, especialmente com a chegada de períodos de grande movimento, como o carnaval. A falta de ação pode comprometer não só a qualidade de vida dos moradores, mas também o crescimento do turismo na região, que representa uma importante fonte de renda para a comunidade de Piraputanga.

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