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Aquidauana

Polícia vai ouvir depoimento de médico que atendeu criança torturada em ritual

Profissional será ouvido para "confrontar" depoimento da mãe

Elza Fiuza/Agência Brasil

A Polícia Civil investiga o caso da criança de três anos de Aquidauana que foi torturada em um ritual e irá ouvir o médico que a atendeu. Com o depoimento, a Polícia busca confrontar os relatos da mãe da criança, que são contraditórios. A mulher continua detida, a criança que tinha machucados e queimaduras pelo corpo já passou por cirurgia.

A delegada Karen Viana de Dois Irmãos do Buriti, que está responsável pelo caso, conversou com o Midiamax e disse que o médico que atendeu a menina será ouvido para confrontar os relatos da mãe. A mulher afirmou que a criança estava com problemas intestinais, e por isso, a levou para uma curandeira.

A Polícia investiga se a criança pode ter sido abusada. “Ela estava muito machucada, e no momento do exame não tinha como saber se era de abusos anteriores ou se era por causa do ritual de cura”, disse a delegada ao site Midiamax.

O caso foi descoberto depois que a mãe procurou atendimento em uma unidade de saúde para tratar a queimadura em uma das pernas da criança. Ao perceber as demais lesões nas partes íntimas e uma possibilidade de crime de abuso sexual de menor, o Conselho Tutelar foi acionado para encaminhar a criança até o Hospital Regional de Aquidauana e a mãe foi encaminhada para a Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.

Em seu depoimento inicial, a mãe da criança informou que o padrasto da vítima seria o principal suspeito de abusá-la sexualmente. O homem foi localizado, mas negou o cometimento de qualquer abuso sexual e ainda explicou que as lesões nas partes íntimas foram causadas pela própria mãe e avó da criança ao tentarem realizar uma desobstrução das fezes da menina que já durava 10 dias com um objeto fino cortante e com as próprias mãos.

Após as contradições, a mãe confirmou que mentiu aos policiais sobre a suspeita do padrasto e que as lesões foram causadas ao levar a criança a uma curandeira da aldeia indígena. De acordo com a mãe, no ritual, a criança precisaria sentar-se em um tijolo que estaria em alta temperatura e ao realizar este procedimento teria ocorrido a queimadura na perna. Somente por conta da gravidade da queimadura foi que a autora levou a criança para ser atendida por um médico na aldeia.

A mãe da criança foi presa em flagrante pelo delito de tortura com aumento de pena por ter sido cometida contra criança. A tortura durou cerca de um dia e uma noite. Os demais envolvidos serão intimados para prestar depoimento sobre os fatos.

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