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Basta

Protesto reúne população de Aquidauana e Anastácio contra o feminicídio

Manifestação está marcada para 8h30 horas, ao lado da prefeitura de Aquidauana

O marido de Leise Aparecida Cruz confessou ter asfixiado a companheira / Divulgação

Moradores de Aquidauana realizam na terça-feira, dia 10, a partir das 8h30, um protesto contra o feminicídio. O evento foi marcado como forma de chamar a atenção para o problema na cidade e ocorre após a morte de Leise Aparecida Cruz, de 41 anos, em Anastácio, município vizinho, na sexta-feira (6).

O corpo de Leise Aparecida Cruz foi encontrado dentro de casa, na Rua Professora Cleusa Batista, em Anastácio . O principal suspeito do crime é o marido, Edson Campos Delgado, de 43 anos, que inicialmente tentou sustentar a versão de suicídio, mas acabou confessando ter asfixiado a esposa durante uma discussão .

Segundo a Polícia Civil, a equipe foi acionada após denúncia de que havia uma mulher morta dentro da residência. No início, a versão apresentada por Edson indicava que a morte não apresentava sinais de violência. Porém, informações preliminares do exame necroscópico e novos levantamentos feitos pelos investigadores indicaram possibilidade de morte violenta .

Durante as entrevistas e análise dos dados coletados, os policiais identificaram contradições no relato do companheiro. Diante disso, ele admitiu que discutiu com Leise na manhã de sexta-feira e que a segurou pelo pescoço e a empurrou contra a parede, momento em que ela morreu . Edson foi preso e levado para a delegacia, onde permanece à disposição da Justiça .

Em pleno Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a luta, a resistência e a celebração das conquistas femininas, o município de Anastácio amanheceu em luto ao enterrar mais uma mulher vítima de feminicídio. Leise Aparecida Cruz era descrita por amigos e vizinhos como uma pessoa amável, atenciosa e carinhosa. A vítima deixa dois filhos: uma filha, que está grávida, e um menino de apenas 3 anos.

A filha de Leise, Leisiane Cruz Vieira, relatou em publicação nas redes sociais que recebeu mensagens pelo celular da mãe em um horário em que, mais tarde, descobriu que ela já estava morta . "Na sexta-feira, dia 06/03/2026, às 08h30 da manhã, recebi uma mensagem no WhatsApp da minha mãe, como ela sempre mandava no mesmo horário: 'Bom dia flor do dia, como está o Ravi?'. Era exatamente assim que ela falava comigo todos os dias. Eu respondi normalmente, sem imaginar que quem tinha enviado aquela mensagem não era minha mãe... era o autor do crime", escreveu.

A filha também afirmou que a mãe reclamava de comportamento abusivo do companheiro. "Eu escutava diariamente o sofrimento dela. Minha mãe me relatava muitas vezes como vivia um relacionamento abusivo. Dizia que ele era uma pessoa ruim, que era o pior homem que já tinha passado pela vida dela. Muitas vezes ela dizia que permanecia naquela relação apenas por causa do meu irmãozinho de 3 anos, filho dele" .

Este é o sexto caso de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026 . O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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