Meu amigo Padre Reginaldo, de Aquidauana-MS, que me desculpe. Mas, tenho que contestar. Leio na Folha alguns dados sobre custos das viagens do Papa Bento 16: R$ 171 milhões (Austrália), R$ 111 milhões (Alemanha) e R$ 53 milhões no Reino Unido. Nos dois primeiros casos não sei se houve participação do Estado. Mas, nesta recente viagem, R$ 32 milhões seriam de recursos públicos, sendo essa uma das razões de várias manifestações em Londres. Acho um absurdo, embora entenda as razões de segurança para um homem bastante visado, especialmente pelo terrorismo internacional.
E para não alegarem que não faço alguma crítica para o lado de cá, ou seja, para os arraiais evangélicos (já fomos protestantes), engrosso o coro daqueles que contestam a sanção da lei 12.328, que institui o dia 30 de novembro como Dia do Evangélico, que em alguns municípios, por força de leis internas, ganha o benefício de um feriado. Não é porque o Rev. Gilhermino Cunha, da Catedral Presbiteriana do Rio (não consigo entender também uma catedral num sistema de governo que não é episcopal) é meu parceiro denominacional, mas concordo: “a República nasceu laica e precisa continuar laica”.
Aliás, neste sentido a gente entra num campo de muitas outras discussões. No momento meu manifesto restringe-se a esses dois aspectos: gasta-se demais com as viagens do sumo pontífice da Igreja Católica e evangélico não precisa ter um dia, como “efeméride”. Todo dia deve ser dia para celebrar esse status, como outras datas, criadas simplesmente por interesses específicos, especialmente o comercial.