Tempos atrás uma onda varreu os meios cristãos do país. Era a mania de quebrar determinados discos - ainda de vinil – porque os mesmos conteriam mensagens subliminares. Para mostrar o que seria uma “verdade” os articuladores do movimento orientavam as pessoas a rodarem determinadas faixas de trás para frente. Algumas expressões diabólicas poderiam ser ouvidas. Particularmente achei um exagero. Os argumentos não me convenceram.
Hoje, passados alguns anos, há um perigo maior. Este sim! Não é preciso rodar disco de trás para frente. As mensagens são claras. E não articulam palavras ou frases do reino de Lucifer. São idéias e conceitos imorais mesmo, do jeito que o diabo gosta. A própria música que chamam de sertaneja, hoje, está marcada por composições que estimulam práticas e posturas que deixariam, tempos atrás, qualquer cidadão corado de vergonha.
Outro dia andava por uma rua da cidade quando duas jovens, em alto tom, cantavam algo que dizia mais ou menos “ela não é prostituta, ela é fiel, ela é substituta”. Nem gastei tempo no Google para pesquisar a procedência, mas deve ser uma das músicas do momento. É um exemplo oportuno, pois estimula a sociedade a encarar com naturalidade a figura da “outra”. A coisa está tão preocupante que o estímulo a moçada dar uma “fugidinha” – e aí pode ser, por exemplo, a mulher casada – é canção amena. Fugir para onde? Bem, qualquer leitor sabe responder.
Mas, para que ninguém argumente que essa crítica é um exagero ou mais uma manifestação conservadora, os efeitos da imoralidade no cenário da música moderna estão gerando manifestações até de alguns líderes da indústria musical. O produtor musical Mike Stock disse outro dia que estão sexualizando as crianças através dos clipes de intérpretes populares que são veiculados na TV. “A industria musical está indo longe demais. Não é sobre eu ser antiquado. É sobre manter valores que são importantes no mundo moderno”, disse.
Stock, que é membro do trio dos “legendários” produtores musicais que constituem a Stock Aitken Waterman, cuja propriedade de talentos tem incluído nomes como Cliff Richard, Debbie Harry, Donna Summer, La Toya Jackson e Kylie Minogue, argumenta que 99% das músicas de sucesso produzidas nos cenários de maior difusão do mundo inclui aquilo que ele chama de “pornografia sutil” ou outras formas de perversões.
Como exemplo cita o vídeo do rap “Club Can’t Handle Me” (o Clube não consegue me suportar), que mostra uma multidão frenética de freqüentadores de um clube noturno saindo do local, e indo para as ruas, para destruir uma loja de esquina. Em “Alejandro” Lady Gaga aparece de peças íntimas bem curtas, com traje debochador de freira, simulando sexo sadomasoquista e engolindo um rosário.
Brian Clowes, diretor de pesquisas da organização pró vida e pró família Human Life Internacional opina que a indústria musical tem corrompido os valores morais e sexualizado as meninas, alvo predileto de muito que se produz, hoje. “Elas ouvem determinadas músicas e seguem o conselho das letras”. Lembrei-me das duas meninas, que podem até estar por aí a procura de um amante na cidade, afinal não é errado ser uma fiel substituta, não é mesmo? Misericórdia Senhor!