Na editoria “comportamento” de sua mais recente edição, a revista “Isto É” traz um texto de João Loes no qual o autor destaca que ”a Bíblia é muito mais liberal do que as religiões cristãs no que diz respeito aos temas relacionados à sexualidade”.
A matéria trata de temas como adultério, poligamia, prostituição, aborto, homossexualidade, sexo e celibato. Ao invés de ser evitada, deve ser lida e até objeto de discussão nos espaços específicos que algumas igrejas reservam para isto.
João Loes usa como gancho de seu texto a obra “God and Sex”, de Michael Coogan, professor de teologia e diretor de publicações do Museu Semita da Universidade de Harvard. Não fica muito claro onde o jornalista e o teólogo se manifestam.
Como conceitos são conceitos e podem e devem ser confrontados, não podemos concordar com a exclusão de Deus como fonte maior do texto que norteia a vida e a prática cristã. Nem com algumas insinuações, como a de que Davi poderia ter sido bissexual.
Mas, algumas conclusões também são as nossas. Entre elas, na discussão sobre o aborto, podemos pinçar o conceito de que “Deus valoriza a vida acima de tudo”. Nas várias análises, porém, o autor esquece que a nova aliança, que se estabelece em Cristo, define novos paradigmas e não avaliza, em nenhum momento, as práticas para as quais a matéria pode sugerir posturas mais liberais em se tratando de sexo.