O técnico ou o político? Em situações calamitosas, como recentemente verificadas em Aquidauana, o gestor com perfil técnico geralmente não busca os holofotes. Procura ser o mais discreto possível no que faz. Talvez nem parta para o abraço. E dificilmente aparece na foto. Porém, levanta dados, toma iniciativas não visíveis ao olhar do público, mas que são decisivas. O político, ao contrário, aparece na foto, faz promessas, parte para o abraço, etc. No caso das recentes enchentes não faltaram cobranças de visibilidade da Gerente de Desenvolvimento Social e Economia Solidária, Eva Enilde. As “línguas pretas” como conceituou um observador, se manifestaram. Eva e sua equipe, no entanto, tomou diversas iniciativas, depois de observarem, in loco, a dimensão dos estragos. Entre as medidas adotadas, segundo apuramos, fizeram contato com o 9º BEC visando a disponibilização de um profissional de saúde (leia-se médico), a mobilização para a obtenção e distribuição de roupas e a participação em todos os processos que fazem parte da rotina de atendimento desta pasta. Como nestas horas um gestor técnico não busca glórias pessoais, professora Eva Enilde destaca a relevância da participação da população, como um todo, dos clubes de serviços, das igrejas católicas e evangélicas e do comércio em geral. A solidariedade ganhou visibilidade na doação de alimentos, colchões, material de limpeza, roupas de cama, cobertores. Da soma de todos esses esforços resultou um trabalho sério, que tem contribuído para amenizar o sofrimento especialmente dos ribeirinhos. No mais, é conversa dos que buscam interesses específicos em momentos que esses deveriam ser esquecidos.