Com os constantes afastamentos e retornos do prefeito Fauzi Suleiman nos últimos meses, por força de medidas judiciais, a pergunta que mais comumente se ouve, entre o povo, é ?onde estaria a verdade? dos fatos explorados pela mídia, em alguns casos exaustiva e estranhamente.
Referindo-se ao mais recente desses afastamentos ? o terceiro ? que incluiu a professora Eva Enildes, defendida como ?inatacável? pelo gestor municipal, Fauzi lembra que ?o afastamento de um prefeito é um ato de extrema gravidade e só pode se dar em condições específicas; condições absolutamente inexistentes em Aquidauana, fato este já reconhecido pelo TJ/MS?. Segundo ele, o que há hoje em Aquidauana é um processo claro de instrumentalização das instituições. ?Cada dia fica mais claro que a crise não está na Prefeitura.
No afã de defender a sua causa, o prefeito de Aquidauana fez um apelo para que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a Procuradoria Geral de Justiça, a OAB, a Assembléia Legislativa, a ASSOMASUL, a imprensa do país e do Estado coloquem o foco em Aquidauana e acompanhem o que vem acontecendo com uma lupa. ?Há um clima de perplexidade total da opinião pública e, a tendência é de que esse sentimento evolua para um grande tensionamento social?, observou.
Diante de algumas dúvidas lançadas sobre a justiça local, que poderia estar adotando uma postura diferente em relação a administração anterior, onde algumas respostas não teriam sido dadas a problemas semelhantes, a Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul, AMANSUL, saiu em defensa de seus representantes. ?A independência e a imparcialidade de um juiz de direito são as linhas condutoras da Magistratura e estão sendo observadas nas ações sobre o tema supra citado. Os julgadores de primeiro e segundo grau não tem qualquer envolvimento ou compromisso com as alas políticas do município citado, mas sim, com a população?, destacou nota publicada na mídia regional.
Para que a desesperança não se torne maior em nosso meio, diante de fatos não apurados ou até de apurações conduzidas para favorecer interesses expúrios país afora, é natural que a pergunta ?onde está a verdade? ganhe força na boca do povo. E para não ficar nenhuma dúvida sobre a idoneidade dos membros da magistratura, que devem agir unicamente no afã de ?cumprirem as suas funções, respeitando a Constituição e a hierarquia institucional?, como salienta a nota da AMANSUL, que uma resposta seja dada a sociedade, neste momento, sobre alguns embróglios apontados por alguns setores da sociedade em relação ao passado.
Que os fatos apontados pelo Ministério Público e muitas vezes explorados exaustivamente pela mídia atrelada a oposição sejam realmente apurados com isenção e justiça. Neste sentido, o prefeito Fauzi Suleiman tem reiterado que está tranqüilo. Mas, que determinadas respostas de nosso passado político, que ainda não foram dadas, possam ser buscadas neste momento. Até para que não fiquemos com aquela sensação de que é possível sim que alguns sejam punidos e outros não, no rito de nossa política. Alguém seria capaz de contestar?