Na mesma edição em que trouxe a matéria ?os calotes do bispo?, mostrando os golpes do líder de uma das maiores denominações evangélicas/pentecostais do Brasil, a revista Isto É traz entrevista emocionante com Oscar Schmidt, nosso maior ídolo do basquete. Parece até que há uma inversão de papéis, mas não.
No texto ?morri, né? Mas a minha vida foi boa? , Oscar dá o seu ?testemunho? da experiência de ter recebido o diagnóstico de um câncer e como reagiu diante da informação. Com um tumor de 7,5 no cérebro, antes de uma operação bem sucedida, Oscar falou da morte com a naturalidade própria de quem não a teme e com o senso do dever cumprido.
Na mesma conversa, destacou a importância da família em sua história e de como a situação contribuiu para uma avaliação de sua própria vida e a conclusão inevitável de que precisava mudar, especialmente o temperamento às vezes hostil, diante de pequenas coisas. Sem teologizar ele entendeu que na vida de um homem de caráter, até uma enfermidade aparentemente grave produz lições positivas de vida.
Quanto ao pastor Manoel Ferreira, líder de uma das Assembléias de Deus, acusado de usar laranja para abrir uma faculdade em Brasília e dar um golpe nos sócios e sonegar milhões em impostos, deveria sentar com nosso grande atleta e conversar, um pouco, sobre determinados valores. Não financeiros, mas da alma!