A Velhinha de Toné
Publicado em 05/03/2022 às 07:00
Era um tempo duma tar de Ditadura, os sordado era tudo muyto importante e gostava da gente, das bugrada.
No Dia do Índyo eles vinham tudo aqui, no Toné, e na época das eleição também.
Vinha as escolas, pras fanfarra toca aqui, preles homenagyar a gente.
Naquele Dia Do Índyo teve churrasco com chupú.
Nóis, besta, de sempre, só dava risada...
Daí tava tudo nóis sentado no parapeito, banco de pau, tinha até gente de cróquy, tudo cansado com o sor do meio dia, então vinha passando o carne assado numa assadeira grande.
Espiei cumpriiido e vi que num ia chegar adonde eu tava, ia acaba o carne.
Hummm, pensei cá comigo:
Alaaas, até chega o carne aqui, de novo, vai demorá demays.
Então fiz um força grande e expursei o dentadura com lingua, cheguei peidá.
Num é que o dentadura foi pará dentro do assadeira quando só sobrava dois pedaço do carne. Hehehe.
Pipuuu, o povo teve nojo, garrei o assadeira, botei o dentadura e sarvei o meu armoço.
Velhinha de Toné
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