Luiz Guido Junior
Publicado em 23/09/2017 às 13:00
Atualizado em 10/09/2026 às 13:57
O setembro amarelo, mês que simboliza a prevenção ao suicídio, nunca foi tão necessário. Isso porque dados inéditos sobre o tema, divulgados nesta quinta-feira (21) pelo Ministério da Saúde, mostram um país onde tirar a própria vida está longe de ser uma exceção, e indicam um sinal de diversos tipos de sofrimentos, psíquicos e sociais. O suicídio, no país, já é a quarta maior causa de morte entre homens jovens. Em Mato Grosso do Sul os números são ainda piores. A taxa de mortalidade entre os homens é maior do que a média nacional. No país essa taxa é de 8,7 a cada 100 mil habitantes, e no Estado, é de 13,3.
O boletim mostra um panorama até então pouco conhecido. A questão já é hoje uma das maiores preocupações da OMS (Organização Mundial da Saúde), que alerta para o avanço não só do suicídio, mas das doenças como depressão e ansiedade. Em todo o planeta, 800 mil pessoas tiram a própria vida todo ano.
No Brasil, a violência tem alcançado desde crianças até idosos. São 11 mil pessoas, a cada ano, que cometem suicídio. A taxa de mortalidade a cada 100 mil habitantes subiu em 2015, alcançando 5,7. Em 2014, após registrar queda, a taxa em todo o país foi de 5,5. Também assusta a incidência do suicídio entre indígenas: 15,2 é a taxa entre as etnias.
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