Crime organizado
O anúncio ocorre no momento em que dois líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram extraditados
O governo do Paraguai intensificou o combate das ramificações das organizações criminosas brasileiras que atuam no país. O ministro do Interior paraguaio, Juan Ernesto Villamayor, disse hoje (22) que os grupos oriundos do Brasil estão no foco das preocupações.
O anúncio ocorre no momento em que dois líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram extraditados. Segundo o ministro, a tendência é aumentar o número de extradições. "Estamos analisando cada caso para ver quais são as situações que hoje já são passíveis de expulsão."
Nesta quinta-feira Villamayor, confirmou a extradição Rovilho Alekis Barboza, conhecido como Bilão, que é integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as autoridades paraguaias, ele foi condenado no Brasil a 40 anos de detenção por narcotráfico.
Na segunda-feira (19) foi extraditado Marcelo Pinheiro, o Marcelo Piloto, apontado como um dos líderes do PCC, denunciado por homicídios, tráfico internacional de drogas e armas, além de falsidade ideológica.
O ministro afirmou ainda que a intenção é combater a lavagem de dinheiro, resultado de toda a atividade do crime organizado. "Se atacarmos o dinheiro, eles perdem o negócio. Este pacote de leis combate crimes que são resultado de outros crimes", acrescentou Villamayor. Ele anunciou hoje a incorporação de 80 novas motocicletas e de 80 barcos de patrulha, além de elementos táticos, aos trabalhos de investigação.
*Com informações da IP, agência pública de notícias do Paraguai
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