Brasil
Vídeo contém cenas fortes e mostra o momento em que a vítima joga álcool em seu corpo e depois é incendiada pela atendente de bar
Crédito do vídeo: Redação
A cliente de um bar de São Paulo foi queimada viva. Ela mesmo jogou álcool em gel em seu corpo e minutos depois a atendente do estabelecimento ateou fogo.
Conforme o Metrópoles, o caso ocorreu no último dia 13, em Cotia, região metropolitana de São Paulo.
Na ocasião, B.R.S.A. de 27 anos, afirmou a policiais militares que Juniele Rocha Silva Monteiro, de 37 anos, teria tido um surto, durante o qual jogou álcool em gel sobre todo o corpo e teria acendido um cigarro “momento em que seu corpo entrou em chamas.”
Juniele segue internada em estado grave no Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo com falência renal e comprometimento pulmonar.
Três dias depois, a irmã de Juniele entregou a policiais da Delegacia Seccional de Carapicuíba um vídeo feito pela câmera de monitoramento do bar, que mudou toda a linha de investigação do caso, até então tratado como tentativa de suicídio.
As imagens mostram a vítima aparentemente em surto, enquanto despeja todo o conteúdo de um galão de álcool em gel sobre o corpo. Ela dança e levanta os braços, enquanto é interpelada por uma das suspeitas.
Vídeo contém cenas fortes:
B.R.S.A. empurra a vítima algumas vezes e acende um isqueiro, encostando-o no corpo da vítima três vezes, mas sem conseguir alastrar as chamas.
Em seguida, Juniele é abraçada por B.R.S.A, enquanto a balconista F.G.S. de 48 anos, se aproxima, agacha, e ateia fogo em uma pequena poça de álcool, que se formou no chão do bar, após a vítima se encharcar com a substância instantes antes.
O fogo se alastra rapidamente, cobrindo em segundos todo o corpo de Juniele, além dos pés de B.R.S.A, que chega a retirar a calça. O registro é interrompido neste momento.
Uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros atendeu a vítima no local. Por causa da gravidade de seus ferimentos, o helicóptero Águia, da Polícia Militar, precisou levá-la até o Hospital das Clínicas.
Prisões
Após ter acesso ao vídeo, a polícia solicitou à Justiça a prisão cautelar das duas atendentes. Um mandado de prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, foi expedido na tarde dessa quinta-feira (19).
B.R.S.A foi presa horas depois e F.G.S permanecia foragida.
Ambas foram indiciadas por tentativa de homicídio qualificado pelo uso de fogo.
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