Politica
A paralisação do Ibama afeta também a fiscalização e emissão de licenças ambientais
A gestão ambiental do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta desafios devido às greves dos servidores do Ibama e ao recorde de queimadas no Pantanal. Apesar de Lula ter enfatizado a pauta ambiental durante sua campanha, a efetividade das ações de seu governo está sendo questionada.
Segundo o Gazeta do Povo, a greve dos servidores ambientais federais, que começou devido à falta de acordo sobre a reestruturação de carreiras, está impactando a liberação de licenças ambientais e a fiscalização, exacerbando os problemas ambientais.
O governo Lula, pressionado pelas queimadas recordes no Pantanal, tenta responder à crise. Em junho de 2024, foram registrados 2.473 focos de incêndio, comparado ao recorde anterior de 435 em 2005. A situação piorou ainda mais com um aumento de 2000% nas queimadas em comparação ao ano passado, levando o Mato Grosso do Sul a decretar estado de emergência.
Em coletiva a imprensa no Palácio do Planalto na última terça-feira, 25, Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, afirmou que não faltarão recursos para combater os incêndios, enquanto Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, destaca os esforços desde outubro passado, mas com orçamento insuficiente após um corte significativo de R$ 12 milhões no orçamento do Ibama em abril.
A paralisação do Ibama afeta também a fiscalização e emissão de licenças ambientais, com uma queda significativa nas autuações por infrações ambientais e na emissão de licenças, impactando vários projetos de infraestrutura.
Os servidores ambientais reclamam de descaso do governo com a reestruturação de suas carreiras e benefícios. A Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema) critica a proposta do governo, alegando que não atende às suas principais reivindicações.
A crise atual compromete a imagem do Brasil como líder climático internacional, especialmente com a proximidade da 30ª Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP-30) em 2025, que será sediada no país.
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