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Eleições 2022

Marquinhos Trad confessa adultério quando era prefeito após secretário revelar investigação

Ex-prefeito disse que pediu perdão à esposa e às filhas

Ex-prefeito Marquinhos Trad é investigado / PMCG/ Divulgação

O ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) confessou que praticou adultério quando era prefeito da Capital, após o secretário estadual de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Carlos Videira, confirmar publicamente que ele é investigado por 'crimes contra a dignidade sexual'.

Videira revelou que a Polícia Civil abriu inquérito policial para apurar os casos denunciados.

Quando as denuncias explodiram e foram reveladas pela imprensa, Marquinhos Trad se defendeu e disse que tudo faria parte de uma 'armação política daqueles que não querem largar o poder' para prejudicar a candidatura dele a menos de 3 meses das eleições.

Porém, conforme o site Midiamax, confrontado com detalhes dos relatos de uma das mulheres, que relatou um caso extraconjugal e diz ter feito sexo consensual com o então prefeito, Marquinhos Trad admitiu que cometeu adultério enquanto estava na Prefeitura de Campo Grande.

"Eu errei, mas não cometi crime algum. Devo a Deus, à minha esposa e às minhas filhas. Eu reuni toda minha família e confessei”, disse o pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, após confessar a traição, foi perdoado pela esposa e pelas filhas.

Além da mulher com quem Marquinhos Trad confessou ter tido um relacionamento fora do casamento, mais três procuraram a polícia e figuram como vítimas nas denuncias.

O inquérito policial trata dos crimes de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual, assédio sexual, importunação sexual, perseguição, posse sexual mediante fraude e vias de fato.

As mulheres foram ouvidas pela delegada Maíra Pacheco, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), e pelo delegado Wilton Vilas Boas, na Corregedoria-Geral da Polícia Civil, no último dia 7, e a investigação está sob sigilo.

Maira Pacheco afirmou que Marquinhos Trad ainda não foi ouvido, pois é praxe neste tipo de inquérito ouvir o suspeito no final.

Dclarações de amor

A primeira mulher a procurar a delegacia relatou que se envolveu emocionalmente com o ex-prefeito e que ele dizia a ela que a amava e queria ficar com ela. Ainda teria dito que queria ter um filho com a vítima. Ela disse que ele não gostava de usar camisinha.

Tudo teria começado em 2020, quando ela conheceu outra mulher que lhe ofereceu uma oportunidade de trabalho. A mulher contou que frequentava o gabinete do então prefeito uma vez por semana.

Ela então confirmou que se envolveu emocionalmente e garante que teria passado a manter relações sexuais com o prefeito, sempre com consentimento, no banheiro do gabinete da Prefeitura.

Ainda segundo o Midiamax, em 2021, as relações com o então prefeito diminuíram, quando ele passou a segui-la nas redes sociais, pedindo que apresentasse algumas amigas.

Em determinado momento, Marquinhos Trad teria pedido que a vítima fosse ao gabinete, onde ela foi apresentada a um homem, um empresário. Naquele dia, ela conta que se sentiu humilhada e constrangida, pois teria sido “vendida” e tanto o então prefeito quanto o empresário só falavam sobre o corpo dela.

Em junho deste ano, ela ainda contou que esteve com Marquinhos no comitê, para pedir um emprego fixo, quando ele teria tentado beijá-la a força, mas ela se negou. Assim, aceitou outra proposta de emprego e passou a receber ligações de pessoas ligadas ao pré-candidato, questionando porque ela não queria mais trabalhar lá.

“Se sente humilhada e usada. Está com seu estado emocional e psicológico abalado e hoje percebe que sofreu assédio sexual”, consta no termo de depoimento. A vítima ainda relatou que se sente coagida pela influência do político e que tomou conhecimento por um funcionário da Prefeitura de Campo Grande que outras mulheres já passaram pela mesma situação.

Ela diz que em 2021, ela mais outras seguiriam para uma fazenda no interior, e participar de uma festa regada a drogas e bebidas, com empresários e um delegado, todos ligados a Trad. Porém, ela cita que o prefeito não participou.

A segunda mulher também disse em depoimento que manteve relações sexuais com Marquinhos, por quatro vezes com o então prefeito e que sempre era prometido emprego, mas que ele nunca cumpria.

Ele teria relatado a essa vítima que, depois que ela saía, ele ajoelhava e orava pedindo perdão a Deus, “porque sei que isso é pecado”. “Vou cuidar de você”, teria ouvido do então prefeito.

A vítima relatou à polícia que se sentiu usada emocionalmente, porque precisava de dinheiro na época.

A terceira mulher ouvida pela Polícia Civil era mais nova do que as amigas. Da mesma forma que as outras vítimas, ela precisava de um emprego e foi apresentada ao então prefeito de Campo Grande.

Encontros

Nas denúncias, as vítimas relatam que o então prefeito era “amável, acolhedor, carinhoso e sensível com a situação financeira”. Elas afirmam que era feito truques de mágica com baralho. E que tiveram encontros no banheiro do gabinete da prefeitura.

A última vítima ouvida na delegacia não quis dar declarações, ainda com medo. Ela disse que teve um encontro com Marquinhos e que foi apresentada a ele, sentindo que ele a abordava com finalidade sexual. “Já havia rumores que ele gostava de se aproximar de meninas jovens e bonitas que precisassem de ajuda”, consta no breve relato.

Outra investigação

Conforme o Midiamax, em 2018, investigação contra Marquinhos aconteceu na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), após suposto assédio contra uma mirim, de 17 anos. O caso chegou anonimamente à polícia, que levou a jovem e a mãe para prestarem depoimento na delegacia,

Na época, foi relatado que a menina já trabalhava na prefeitura e foi solicitada a atuar no gabinete do prefeito, onde ficou por um mês. Em determinada ocasião, ele teria encontrado com a vítima na escadaria e pedido a ela um beijo no rosto. No entanto, se virou e deu na adolescente um ‘selinho’.

A vítima teria ficado amedrontada e passou a receber ligações do acusado. Ela chegou a dizer naquela época que ele mantinha relações com mulheres mais velhas no gabinete. Certo dia, o então prefeito estaria procurando a mirim, que ficou com medo e foi levada para casa por uma funcionária da prefeitura.

O então prefeito chegou a ir até a casa da vítima com um assessor, onde tentaram desqualificar a adolescente dizendo que ela estaria passando por problemas psicológicos. No outro dia, policiais civis foram até a casa da vítima depois de receberem denúncia anônima dos fatos.

O assessor chegou a ir até a delegacia e foi orientado por um investigador que não deveria estar ali. A mãe da adolescente não quis dar andamento no processo, porque “não queria ser incomodada ou procurada pelo prefeito ou pelos assessores”.

Defesa

Marquinhos Trad nega todas as acusações e em coletiva nesta terça-feira (26), as advogadas disseram que estão reunindo documentos e 'provas robustas' que comprovariam se tratar de uma armação política.

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