O acesso ao Ovo de Páscoa, neste ano, em função da crise econômica, está menor. Isto, contudo, não é problema para os evangélicos, que vêm este símbolo comercial como um instruso. ?Páscoa tem a ver com passagem de uma situação de prisão para a liberdade?, diz o ministro presbiteriano Roberval Segal, 49, pastor da Igreja Presbiteriana de Aquidauana. Lembra que o evento é uma comemoração da passagem que foi aberta por Jesus Cristo, quando Ele, por amor, morreu pelos pecadores. ?Neste sentido é a passagem para o perdão?, destaca.
Num final de semana que o assunto estará em destaque nos sermões ou homilias das Igrejas, o Reverendo Adoniran Judson de Paula, 51, presidente da Missão Amei, faz um paralelo entre a Páscoa Judaica e a Páscoa Cristã. ?A Páscoa é uma das três principais festas judaicas, lembrando a libertação do povo de Israel do jugo egípcio, depois de um longo cativeiro. Jesus Cristo associou o evento ao seu próprio sacrifício. Para os cristãos é a lembrança do sacrifício de Cristo, para a libertação espiritual do homem, do jugo do pecado?.
Marco Aurélio Castilhos Drobnievski, 47, consultado pelo Pantaneiro, lamenta a perda de sentido e significado da Páscoa entre os próprios cristãos. Relator de um campo missionário da Igreja Presbiteriana do Brasil na cidade de Sidrolandia, em Mato Grosso do Sul, pastor desta denominação, ele já preparou o seu sermão de domingo. O assunto? Páscoa, é claro! Fará também um paralelo entre dois eventos bíblicos, um ligado a Moisés, no Velho Testamento, usado para libertar o povo israelita cativo, e a morte de Jesus Cristo, que na perspectiva cristã teve como objetivo libertar o homem das amarras do pecado. ?Jesus Cristo é o grande libertador?, destaca, descartando a perspectiva do coelho, representado pelo tradicional ovo de chocolate, nestes dias, como símbolo da data.