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Confronto em Amambai

Em Nota Pública, Fetems diz que ataques aos povos indígenas precisam cessar imediatamente

Federação fez uma publicação após o confronto entre os Guarani Kaiowá com o Batalhão de Choque da Polícia Militar

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Após confronto entre indígenas e o Batalhão de Choque da Polícia Militar na sexta-feira (24) em Amambai, a Fetems fez uma Nota Pública, pedindo para que os ataques aos índios cessassem imediatamente.

A nota começa relembrando o confronto onde vitimou um homem de 42 anos e a tragédia em comum com o outro caso envolvendo um jornalista e indigenista. 

"A Polícia Militar e fazendeiros da região de Amambai, invadiram sem ordem judicial uma fazenda e mataram a tiros uma jovem Kaiowá. Não bastou o trauma internacional com as mortes do jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista da FUNAI Bruno Araújo. Continuam a matar nossos povos originários", diz o primeiro trecho da nota.

Ainda conforme a Federação, considerado e chamado pelo povo Guarani Kaiowá da região como “Território de Guapoy”, a fazenda foi invadida, começaram a atirar balas de borracha contra os indígenas que lá estavam.

"Crianças, jovens e mulheres Kaiowá estão sendo massacrados em uma operação dentro de um território indígena deles subtraído que, sem o acompanhamento da Polícia Federal, a quem cabe por direito a intervenção nessas áreas, estão cercados em mais um evento de violência estatal contra nossos povos originários", continua a nota.

O indígena morto por três perfurações de balas de arma de fogo é mais uma vítima de uma situação que já conta com mais de 11 feridos, entre eles duas jovens Kaiowá de 22 e 13 anos.

"É urgente que façamos a denúncia de mais esse ataque violento contra nossos povos e territórios indígenas do país! Os/as educadores/as de todo o Brasil clamam pelo fim do conflito e morte de nosso povo" pede.

A Nota Pública ainda pede ao governo do Estado que acione judicialmente diante do uso desproporcional da força feita por sua PM. "A Polícia Federal e a FUNAI devem ser imediatamente convocadas para pôr fim a mais esse ataque", diz outro trecho.

Citando outro caso em Mato Grosso do Sul que em 2016, já presenciou o massacre contra os Guarani Kaiowá, no município de Caarapó, a Fetems afirma que não é possível mais tolerar tanto desmando e exige o afastamento do atual presidente da Funai Fundação Nacional do Índio), delegado da Polícia Federal Marcelo Xavier.

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