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Situação crítica

Bonito declara situação de emergência por excesso de chuvas

O decreto foi publicado na tarde de ontem

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O prefeito Josmail Rodrigues assinou ontem (2), o decreto nº 35 que reconhece situação de anormalidade, caracterizada como de emergência em todo o território de Bonito, fortemente afetado pelas chuvas de janeiro e fevereiro.

Segundo relatório da Defesa Civil do Município, no acumulado dos dois meses já foram registrados 729,5 mm de chuva, superando em 121% a média histórica deste período, que é de 329 mm.

A média histórica de pluviometria para os meses de janeiro e fevereiro, em Bonito/MS, são de 189,5mm e 140,2mm, segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima do Mato Grosso do Sul (CEMTEC), sendo que neste ano registrou-se 234,5mm e 495mm, respectivamente, segundo monitoramento realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA), sendo que 173 mm foram registrados apenas no dia 24 de fevereiro, num intervalo de 6 horas, causando diversos pontos de alagamentos e deixando pessoas ilhadas, tanto na área urbana como rural.

O Corpo de Bombeiros registrou no dia 24 de fevereiro, seis ocorrências de alagamento.
NO dia 25 de fevereiro, a equipe de socorro registrou mais cinco ocorrências na área urbana e na Ponte do Córrego Anhumas, cerca de 15km da cidade.
A Guarda Municipal e Secretaria de Assistência Social atenderam outras três ocorrências de alagamento em residências no dia 24 de fevereiro.

Na área rural a chuva provocou erosões em estradas vicinais, abertura de dolinas, carreamento de sedimentos e assoreamento nos Rios Formoso, Mimoso, Anhumas/Formosinho e seus afluentes.
Estes rios também saíram de seus leitos e provocaram danos ao patrimônio particular, especialmente em atrativos turísticos (como foi o caso do Parque das Cachoeiras, que está no Rio Mimoso), fragilizou pontes e causaram a interdição temporária de estradas vicinais.

Ainda na área rural, o Distrito Águas do Miranda e suas localidades Loteamento do Noé, Volta Grande e Córrego da Onça, que ficam a 70km do núcleo urbano, sofreram com a cheia do Rio Miranda, que atingiu mais de 9,5m acima do leito na terça-feira,  dia 28 de fevereiro, deixando 10 famílias desabrigadas e 29 famílias desalojadas, além de 20 famílias ilhadas no Loteamento do Noé.

O decreto ainda pontua que o município possui atualmente, mais de 70 mil hectares de área de lavoura, que estão em fase de colheita e escoamento da produção, que estão sendo prejudicados pelas condições das estradas, bastante danificadas pelas chuvas.

Em relação ao turismo, outra importante fonte de renda do município, o documento destaca os danos causados em atrativos, bem como o tempo em que estão fechados, deixando de gerar receita, tanto para os proprietários quanto para o município, como é o caso do Balneário Municipal, que segue fechado e sem previsão de reabertura devido ao nível do Rio Formoso.

O decreto tem como objetivo autorizar a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem nas ações de reposta necessárias e minimizar os efeitos causados pela chuva, bem como autorizar compras e serviços emergenciais sem necessidade de licitação.

 

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