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Com 4 casos suspeitos em Aquidauana, contaminação por zika vírus volta a crescer em MS

Os casos no Brasil subiram 20% e em MS foram cerca de 400% de crescimento na média móvel no primeiro semestre de 2023, em comparação ao período homólogo ao ano passado

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O número de casos de zika vírus voltaram a subir em Mato Grosso do Sul, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), são 128 casos prováveis e 79 confirmados no primeiro semestre deste ano. Em 2022, foram registrados 32 casos prováveis no mesmo período, cerca de 400% a menos que este ano.

No Brasil, a média móvel de contaminação também subiu. O Ministério da Saúde informou que o número de casos de zika vírus aumentou 20% em todo o país, as notificações passaram de 5.910 para 7.093, na comparação com o mesmo período de 2022.

Segundo a SES, em 2016 foi considerado o pico de contaminações por zika vírus em MS, foram 1.825 casos confirmados e, desde então, a série histórica de casos prováveis têm diminuído. Entretanto, em 2023, os registros voltaram a crescer. 

Santa Rita do Pardo e Brasilândia, são os municípios com maior incidência de casos, somando 24 registros.

Transmissão do zika vírus ocorre pelo mosquito aedes aegypti

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão do zika vírus se dá através do mosquito aedes aegypti e a principal forma de evitar a doença é eliminar os criadouros do mosquito, ou seja, evitar acúmulo de água parada em vasilhas, vasos de plantas e pneus velhos; instalar telas em janelas e portas; usar roupas compridas (calças e blusas) ou aplicar repelente nas áreas do corpo expostas e dar preferência a locais com telas de proteção e mosquiteiros.

Ainda segundo a pasta, é importante ressaltar que “Todos os sexos e faixas etárias são igualmente suscetíveis ao vírus Zika, porém mulheres grávidas e pessoas acima de 60 anos têm maiores riscos de desenvolver complicações da doença. Esses riscos podem aumentar quando a pessoa tem alguma comorbidade”.

Sintomas do zika vírus

A infecção pelo vírus Zika pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, pode apresentar quadro clínico variável, desde manifestações brandas e autolimitadas até complicações neurológicas e malformações congênitas. 

Estudos recentes indicam que mais de 50% dos pacientes infectados por Zika tornam-se sintomáticos. O período de incubação da doença varia de 2 a 7 dias. 

Manifestações mais comuns:

  • Febre baixa (≤38,5 ºC) ou ausente;
  • Exantema (geralmente pruriginoso e maculopapular craniocaudal) de início precoce;
  • Conjuntivite não purulenta;
  • Cefaleia, artralgia, astenia e mialgia;
  • Edema periarticular, linfonodomegalia.

A gestante infectada, sintomática ou assintomática, pode transmitir o vírus para o feto durante todo o período gestacional, oportunizando a manifestação de diversas anomalias congênitas, sobretudo a microcefalia. 

Tratamento: 

Ainda não existe antiviral disponível para tratamento específico da infecção pelo vírus Zika. Para os quadros sintomáticos, aplicam-se as principais medidas:

  • Repouso relativo, enquanto durar a febre;
  • Estímulo à ingestão de líquidos;
  • Administração de paracetamol ou dipirona em caso de dor ou febre;
  • Não administração de ácido acetilsalicílico;
  • Administração de anti-histamínicos;
  • Recomendação ao paciente para que retorne imediatamente ao serviço de saúde, em casos de sensação de formigamento de membros ou alterações do nível de consciência (para investigação de SGB e de outros quadros neurológicos);
  • Diante da queixa de alteração visual, encaminhamento ao oftalmologista para avaliação e tratamento.

Importante: Gestantes com suspeita de Zika devem ser acompanhadas conforme protocolos vigentes para o pré-natal, desenvolvidos pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Prevenção:

Medidas de proteção individual para evitar picadas de mosquitos devem ser adotadas por viajantes e residentes em áreas de transmissão. 

A proteção contra picadas de mosquito é necessária principalmente ao longo do dia, pois o Aedes Aegypti pica principalmente durante o dia. Recomenda-se as seguintes medidas de proteção individual:

  • Proteger as áreas do corpo que o mosquito possa picar, com o uso de calças e camisas de mangas compridas;
  • Usar repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina nas partes expostas do corpo. Também pode ser aplicado sobre as roupas. O uso deve seguir as indicações do fabricante em relação à faixa etária e à frequência de aplicação. Deve ser observada a existência de registro em órgão competente. Repelentes de insetos contendo DEET, IR3535 ou Icaridina são seguros para uso durante a gravidez, quando usados de acordo com as instruções do fabricante. Em crianças menores de 2 anos de idade, não é recomendado o uso de repelente sem orientação médica. Para crianças entre 2 e 12 anos, usar concentrações até 10% de DEET, no máximo 3 vezes ao dia;
  • A utilização de mosquiteiros sobre a cama, uso de telas em portas e janelas e, quando disponível, ar-condicionado.

 

 

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