Na ocasião, o prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, destacou o legado cultural do município
Renata Kelly Volpe
Publicado em 10/11/2023 às 10:53
Atualizado em 10/09/2026 às 14:25
A 17ª edição do Festival América do Sul, em Corumbá, foi aberta oficialmente na noite de quinta-feira (9), com uma solenidade realizada no palco principal da praça Generoso Ponce.
Com a presença do governador Eduardo Riedel, o prefeito Marcelo Iunes agradeceu o Governo do Estado pela realização do evento e destacou o legado cultural de Corumbá para todo Mato Grosso do Sul.
“Quero agradecer bastante a você, governador Eduardo Riedel, por ter apostado em Corumbá. Alguns ainda criticam essa festa, mas o Festival América do Sul é um investimento na cultura e que gera muitos empregos e renda para milhares de famílias corumbaenses”, afirmou.
Riedel também destacou a cultura sul-mato-grossense e a cidade de Corumbá como berço destes sentimentos. “Hoje, celebramos a nossa capacidade de exaltar as nossas manifestações de formação histórica. Isto nos dá orgulho de ser sul-mato-grossense e cada vez mais integrados ao Paraguai, Bolívia, Chile e Argentina”, descreveu.
Ao chegar na avenida General Rondon, o governador, acompanhado da primeira-dama, Mônica Riedel, visitou estandes, prestigiando o trabalho dos artesãos, além da apresentação dos integrantes da Escola de samba A Pesada. O sincretismo religioso, tão presente em Corumbá, também recepcionou o governador.
O grupo de umbanda Tia Maria da Guiné e a oficina de dança siriri de Corumbá também se apresentaram para as autoridades e o público.
O secretário de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, Marcelo Miranda, agradeceu as pessoas que ajudaram a construir o Festival para valorizar nossa cultura. Fazemos isso com muito carinho para a população e com o Festival presente também nas comunidades”.
Já o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, exaltou os fazedores de Cultura. “Quero parabenizar e desejar a todos um Festival repleto de alegria e muita arte”.
Mestres Cururueiros
Outro momento marcante da abertura foi a homenagem a 23 mestres Cururueiros do Pantanal” – que são os artesãos/violeiros que dominam a arte secular de fabricar e tocar a viola-de-cocho, instrumento registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Doze mestres de Mato Grosso do Sul e onze de Mato Grosso foram homenageados no palco Integração.
O mestre Sebastião Brandão, em nome de todos os cururueiros , recebeu uma homenagem das mãos do governador Riedel. Os chamados cururueiros, em sua grande maioria, vivem em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em regiões banhadas pelas águas do Rio Paraguai e seus afluentes.
Muito utilizada em gêneros musicais tradicionais na região, como o siriri e o cururu, a viola-de-cocho e sua produção está hoje restrita a um pequeno grupo de anciãos cururueiros que, com dificuldades, procuram manter viva a tradição.
O FAS 2023 está com mais de 120 atrações, 15 horas de programação, entre dança, teatro, música, oficinas, espetáculos circenses e de grupos folclóricos do Brasil, Bolívia, Paraguai, Chile e demais países amigos, até o dia 12. São esperadas, nos quatro dias do Festival, mais de 140 mil pessoas, brasileiros e estrangeiros que curtiram sensações latinas de pura magia, alegria e paz.
* Com assessoria
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