Equipes realizam o monitoramento dos danos na fauna
Karina Aguilar
Publicado em 08/02/2024 às 16:58
Atualizado em 10/09/2026 às 14:27
Símbolo do Pantanal de Mato Grosso do Sul, um ninho de tuiuiú foi destruído pelo incêndio que devastou 2,7 mil hectares da Serra do Amolar, em Corumbá. O IHP (Instituto Homem Pantaneiro) identificou o impacto na fauna durante o monitoramento de quarta-feira, 7.
O biólogo Wener Hugo Moreno e o médico-veterinário Geovani Tonolli estiveram no local neste dia 7/2 e não encontraram sinal que as aves morreram.
Apesar de controlado, o focos de calor ainda foram registrados na região na quarta-feira.
As equipes usam armadilhas fotográficas, drone, monitoramento em tempo real por meio do sistema Pantera, entre outras técnicas e equipamentos. Ainda não há prazo definido para obter resultados do monitoramento, mas se espera que haverá indícios sendo identificados nos próximos dias.
“Subimos para a região da Serra do Almo, onde a gente atua com monitoramento através de câmeras traps, dados de colar, pra gente fazer uma análise exploratória. Entendermos como o fogo está afetando, nesse 2024, a fauna na região, como ela está se comportando, quais são as rotas de fuga podem estar usado. É um mapeamento preliminar. Temos já estudos sobre a influência do fogo nas nas populações de onça parda, onça pintada e esses dados que a gente veio buscar coletar nessa campanha serão importantíssimos para entendermos como a fauna comporta aqui na região da Serra do Amolar perante ao fogo”, explica Wener Hugo Moreno.
“Nós chegamos aqui justamente para acompanhar e identificar possíveis espécies que estão procurando locais mais seguros em decorrência dos incêndios que estão ocorrendo aqui na região. A gente está com a equipe de brigadista, a Brigada Alto Pantanal, que fez uma primeira avaliação e identificou a situação da fauna. Nós trouxemos alguns equipamentos que podem auxiliar e complementar esse trabalho de monitoramento, e, se preciso, acionar apoio para fazer resgate”, detalha Geovani Tonolli.
Ainda conforme o instituto, vivem na área monitorada:
São 800 espécies levantadas até o momento para a Rede do Amolar: sendo 42 de abelhas, aproximadamente 82 de aranhas, 62 de borboletas, 120 de formigas, 420 de besouros, 24 de libélulas, 71 de percevejos e 40 espécies de vespas.
As espécies ameaçadas envolvem: onça-pintada, anta, queixada, tamanduá-bandeira, tatu-canastra, mutum-de-penacho, ariranha, gato mourisco
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