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Busca Ativa

Gestantes de MS são as primeiras a receber o Mais Social

Meta do governo estadual é acabar com extrema pobreza

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Utensílio de mesa que serve para levar à boca os alimentos, a colher também é brinquedo para Enzo, Ícaro e Ryan, filhos de Angélica Jeniffer Santos Duarte - uma das primeiras pessoas em Campo Grande a receber a visita da equipe do Mais Social dentro da busca ativa, que teve início na segunda-feira (17), nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Levados pela imaginação das crianças, os talheres viram instrumentos saudáveis de escavação na terra do quintal em frente a casa humilde, sem reboco, no bairro Los Angeles.

Acabada a brincadeira lúdica, as colheres, depois de muito bem lavadas, vão levar alimento às bocas da família, que não recebia, até agora, nenhum programa social. Jennifer é mãe solteira e está grávida de 8 meses.

Para não faltar comida e encher essas e tantas outras colheres, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), está indo de casa em casa em busca das pessoas em situação de vulnerabilidade que estão desassistidas dos programas sociais.

A meta do governo estadual é erradicar a extrema pobreza em MS. Muitas já saíram dessa situação graças ao crescimento econômico, geração de oportunidades, programas sociais estruturantes e ações transversais, mas 17 mil ainda estão nesse patamar. Até então chamadas de “invisíveis”, porque não eram localizadas pelo poder público, essas pessoas estão sendo encontradas utilizando um mapeamento feito pela Sead, em parceria com a Segem/Segov (Secretaria Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo).

Angélica Jeniffer tem 27 anos. Os filhos têm 5, 4 e 2 anos. Eles moram atrás da casa da avó das crianças. Ambas as residências foram construídas no mesmo terreno, compartilhando o mesmo quintal e com a mesma simplicidade. “Nunca peguei auxílio, benefício nenhum”, conta a gestante. “Eu não estava nem esperando essa visita. Eu fui comprar pão e eu vi o carro de vocês. Eu falei assim: ‘nossa, podia ser eu’. E foi mesmo. Deus ouviu minhas preces”, continua a jovem mãe.

Ela afirma que falta dinheiro para comprar as coisas mais básicas. “Preciso para comprar fralda, leite, roupa, calçado, alimentação, gás (de cozinha), tudo. Eu não tenho renda nenhuma e eu fazia diária, mas como engravidei tive que me afastar”.

Os servidores do Mais Social fizeram o pré-cadastro de Jeniffer e da mãe dela para receberem o benefício. O programa de segurança alimentar consiste em um auxílio financeiro mensal no valor de R$ 450,00 por meio de um cartão que pode ser usado para compra de alimentos, gás de cozinha e produtos de limpeza e de higiene. É proibida a aquisição de bebida alcoólica e produtos à base de tabaco.

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