Luto
Caseiro foi atacado e morto por uma onça no Pantanal de Aquidauana
Crédito do vídeo: Redação
O corpo do caseiro Jorge Ávalo, conhecido como “Seu Jorge”, de 60 anos, foi sepultado em uma cerimônia rápida, com duração aproximada de 15 minutos, no Cemitério de Anastácio, na tarde desta quarta-feira (23).
Segundo a cunhada, houve comoção e homenagens ao trabalhador pantaneiro, conhecido pela forma carinhosa com que tratava os mais próximos.
O caso do sul-mato-grossense ganhou repercussão nacional após o ataque fatal de uma onça. O próprio cunhado, com o apoio de uma equipe, localizou o corpo de Jorge nas proximidades do Pesqueiro Touro Morto, na zona rural de Aquidauana.
O corpo foi liberado pelas autoridades na manhã de hoje, após a conclusão dos trabalhos periciais no local do ataque. A empresa funerária Pax ficou responsável pelo translado até o município, onde ele foi velado e enterrado.

Rotina pantaneira
"Ele trabalhou no Toro Morto por cerca de 18 anos. Acordava por volta das 5h. Tinha sua casa na parte superior, onde a onça invadiu. Fazia o café, por volta das 5h30, descia, jogava farelo de milho para os passarinhos e começava a rotina: varrer, coletar as folhas e amontoá-las em outro lugar", descreve Dejanira Ávalo.
Segundo ela, Jorge tinha o costume de ligar para a esposa todos os dias, entre 6h30 ou 7h, além de manter contato com os amigos fazenda e o irmão. Ele só parava com os afazeres para almoçar, descava e retornava ao trabalho.
"Sempre aparecia um amigo que estava passando e parava para saber como ele estava — ou o cunhado, quando havia turistas na região, parava por perto e ia visitá-lo. O patrão dele sempre permitiu nossas visitas, que costumavam durar de 3 a 4 dias. O proprietário da Fazenda Miranda Estância também permitia que passássemos por sua propriedade sempre que não havia risco de atolamento, para termos acesso ao Jorge".
"Ele era muito querido por suas ações sinceras e pela lealdade com os amigos. Tratava o sogro com muito carinho, assim como a esposa. Era de riso solto, alegre, brincalhão. Para mim, mais que um cunhado: um amigo".
O caso
Seu Jorge estava desaparecido desde a madrugada de segunda-feira, dia 21, quando teria sido surpreendido pela onça enquanto levava mel até a margem do rio. Fragmentos corporais foram encontrados na terça-feira (22), após buscas intensas com apoio da Polícia Militar Ambiental, Polícia Civil, pescadores e moradores locais.
O caso comoveu a comunidade ribeirinha da região e reacende o debate sobre o convívio entre seres humanos e a vida selvagem no Pantanal, especialmente em períodos de cheia, quando os animais se aproximam de áreas habitadas.
Você tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta? O Site O Pantaneiro está sempre atento aos fatos que impactam a nossa região e queremos ouvir você!
Fale direto com nossos jornalistas pelo WhatsApp: (+55 67 99856-0000). O sigilo da fonte é garantido por lei, e sua informação pode fazer a diferença!
Além disso, você pode acompanhar as principais notícias, bastidores e conteúdos exclusivos sobre Aquidauana, Anastácio e região em nossas redes sociais. Siga O Pantaneiro nas plataformas digitais e fique sempre bem informado:
Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para acessar:
Instagram - @jornalopantaneiro
O Pantaneiro: Jornalismo com credibilidade, compromisso e a cara da nossa gente!
Saúde
Dados ajudam a orientar ações de prevenção e saúde pública; município também havia aparecido entre os cinco primeiros no levantamento referente ao primeiro quadrimestre
Ação da Polícia Civil
Cachorro apresentava lesão na cabeça e infestação por parasitas e precisou ser internado; prisão ocorreu após avaliação veterinária
Voltar ao topo