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Investimento

Projeto da Nova Ferroeste avança e leilão deve acontecer ainda em 2022

Traçado ligará, por trilhos de trem, Maracaju ao Porto de Paranaguá, no PR

Nova Ferroeste terá mais de 1,5 mil quilômetros de ferrovias / AEN/PR

O projeto da Nova Ferroeste foi considerado elegível para emissão de títulos verdes, os Green Bonds. A avaliação foi realizada por uma equipe multidisciplinar que seguiu os critérios de transporte terrestre da Climate Bonds Initiative (CBI), uma das principais referências de títulos climáticos do mundo.

A informação está sendo divulgada nesta semana pela imprensa e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, a Semagro.

O índice de emissão de gases poluentes foi o principal fator considerado na avaliação ambiental e em relação aos riscos ambientais do projeto. O parecer final apontou a emissão de 16g CO2/TKU (tonelada/quilômetro útil), abaixo do limite das normas da CBI, que é de 24g CO2/TKU. A partir desse resultado, o projeto pode ser submetido a uma análise para certificação de títulos verdes.

A expectativa, segundo o secretário Jaime Verruk, é de que o novo trecho da ferrovia que vai passar por oito municípios de Mato Grosso do Sul seja licitado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), até o final de 2022 e isso coloca o MS dentro da prerrogativa de Estado carbono Neutro até 2030.

Projeto

Considerado um dos maiores projetos ferroviários do Brasil, a Nova Ferroeste terá mais de 1,5 mil quilômetros de ferrovias e permitirá a ligação entre Maracaju ao Porto de Paranaguá, no Paraná, com ramais até Foz do Iguaçu e Chapecó, em Santa Catarina.

O projeto faz parte de uma visão de longo prazo que transformará o Paraná e o Mato Grosso do Sul em grandes centrais logísticos da América do Sul.

Ao todo, 49 municípios passarão pelo novo traçado, sendo oito municípios em MS e 41 no Paraná. O traçado começa em Maracaju, passando por Itaporã, Dourados, Caarapó, Amambai, Iguatemi, Eldorado e Mundo Novo.

Iniciativa

A iniciativa já nasceu como o segundo maior corredor de grãos e contêineres refrigerados do País. Se estivesse em operação hoje, a ferrovia poderia transportar cerca de 38 milhões de toneladas de produtos, sendo 26 milhões de toneladas diretamente pelo Porto de Paranaguá.

Dados do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Jurídica (EVTEA-J) indicam que a redução do custo logístico deverá ser de aproximadamente 28% em comparação com o frete rodoviário.

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