Alarmante
Projeto pretende identificar áreas de maior risco por meio de imagens de satélite
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), cerca de 27% do Pantanal, somando a área do bioma em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, foi consumido por incêndios em 2020. Somam-se a esse porcentual as inúmeras queimadas este ano e as perdas são ainda maiores.
É por conta disso que cientistas do Estado têm tentado entender o que está por trás do fogo histórico na região, entre eles Patrícia Vieira Pompeu e Guilherme Silvério Aquino de Souza, docentes da graduação em Engenharia Florestal na UEMS de Aquidauana.
Patrícia e Guilherme têm observado os maiores eventos de queimadas no bioma para embasar pesquisa (Fonte: Inpe)Atualmente os dois estão liderando uma pesquisa em que fazem um zoneamento das áreas de maior risco de incêndio, utilizando modelos matemáticos e contando com a contribuição de um pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), João Carlos Pires-Oliveira.
“A partir da junção desses dados, o modelo gera a área com maior probabilidade de ocorrência e propagação de incêndios. Iremos gerar mapas em diferentes períodos de tempo para analisar os padrões espaciais e temporais. Assim, além de gerar um com a probabilidade para o presente, vamos apresentar um mapa para o futuro, auxiliando na prevenção desses incêndios”, explica Patrícia.
Segundo a pesquisadora de Aquidauana, os resultados já estão prontos e serão publicados em breve. Dessa forma, poderão ser utilizados por todos aqueles que atuam na linha de frente do combate às chamas no Pantanal, como o Corpo de Bombeiros e as muitas organizações não governamentais (ONGs) da região, deixando seus trabalhos menos exaustivos e mais eficientes.
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