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Ciência

Estudar música na infância melhora a forma como o cérebro processa sons na velhice

Pesquisa descobriu que esse efeito se mantém mesmo se a pessoa passar décadas sem tocar um instrumento

9 NOV 2013 - 14h00min
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O fato de ter estudado música na infância tem um efeito benéfico sobre a forma como o cérebro dos idosos processa o som. Segundo um estudo publicado nesta semana no periódico Journal of Neuroscience, essa relação se mantém mesmo em pessoas que passam décadas sem ter contato com instrumentos musicais novamente. A descoberta sugere que o treinamento musical leva a uma resposta mais rápida do cérebro ao som da fala.
 
À medida que as pessoas envelhecem, o cérebro passa por mudanças que prejudicam a audição. Os cérebros de idosos respondem de forma mais lenta a sons que mudam rapidamente, o que prejudica a interpretação da fala. Porém, estudos recentes mostraram que esse efeito não é inevitável. Pesquisas com músicos sugeriram que o treinamento musical contínuo poderia neutralizar esse e outros problemas cognitivos relacionados à idade.
 
No estudo em questão, os cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, buscavam descobrir se um treinamento musical mais limitado, ocorrido durante a infância e interrompido por um longo período, também estaria associado a mudanças na resposta cerebral ao som, décadas mais tarde.
 
Pesquisa ? Para isso, 44 adultos com idade entre 55 e 76 anos ouviram o som artificial de uma sílaba (?da?), enquanto os pesquisadores mediam a atividade elétrica no tronco cerebral, região que fica entre a medula espinhal e o cérebro, e processa os sons e informações sensoriais.  Com isso eles descobriram que, apesar de nenhum dos participantes ter tocado um instrumento musical em pelo menos 40 anos, os participantes que tiveram entre 4 e 14 anos de treinamento musical no início da vida apresentaram as respostas mais rápidas ao som da fala.
 
A diferença foi pequena, da ordem de um milissegundo, mas esse curto tempo é significativo para o processamento cerebral. ?Ser um milissegundo mais rápido pode não parecer muito, mas o cérebro é muito sensível ao tempo, e um milissegundo em milhões de neurônios pode fazer uma diferença real na vida de idosos?, explica Michael Kilgard, um pesquisador da Universidade do Texas, que trabalha com a forma com a qual o cérebro processa os sons, mas não estava envolvido na produção deste estudo. Segundo ele, essa descoberta pode confirmar que os investimentos que fazemos em nosso cérebro no início da vida continuam a oferecer resultados anos depois.
 

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