X
A Begossi

CPMF - o imposto do cheque

Compartilhe:

A-

A+

Brasil - ". . . deitado em berço esplendido", altera-se em função da economia internacional mas, o seu herói continua sendo Macunaíma, o sem caráter - célebre personagem de Mário de Andrade, trato assumido de nossos representantes das vereanças aos ministérios e, a "massa" moldada, de tanto ouvir previsões toma-as como realidade e continua amorfa, cada vez mais distante de tornar-se povo/grupo consciente-atuante.

Imposto é o nome dado à contribuição ao erário público (governo) por serviços prestados, alguns são perenes outros temporários/provisórios, vigentes apenas em épocas de crises/dificuldades que, quando sanadas, a contribuição deixa de existir - a CPMF é/deveria ser, a representante dessa citação.

O nosso comportamento perante a imposição da contribuição provisória dos movimentos financeiros, para a "permanente", faz-nos recordar do herói citado, capaz de trapacear seus irmãos. "ficar" com a cunhada, crer que uma ave seja capaz de defecar moedas. . .

A criação desse imposto originou-se escudado na "carência de verbas" do setor saúde, hoje sua destinação é variada: - Bolsa Família, Previdência, pagamento de juros. . . A alíquota inicial de 0,20% "inchou" para 0,38%.

O imposto que nasceu emergencial, por três anos, firmou-se na década e, a saúde continua periclitante:- postos/hospitais sem recursos humanos/materiais-equipamentos/remédios. . . Doentes "empilhados" em corredores são exemplos corriqueiros do cotidiano.

Os valores arrecadados com a tributação são bem maiores do que o crescimento do PIB, isso demonstra que a receita agregada para o governo, é bem maior que o crescimento da economia interna mas, mesmo assim, a "situação" pressiona de todos os modos-substituição de elementos em comissões, verbas para estados/municípios, distribuição de cargos/empregos - para que a famigerada "contribuição provisória" não seja abolida. A máxima tupiniquim faz-se presente:- "é dando que se recebe" e, São Francisco leva a fama. Amem!

Aumenta-se a receita, o imposto continua/continua o setor saúde sem o devido/necessário respaldo. O sistema bancário apresentando lucros não imagináveis em "republiquetas", não ficam com o montante mas, "prestam" serviços;- folhas de pagamentos, emissão/descontos de cheques/extratos- "todos" ganham, o cliente paga/paga o pobre/rico, o negro/branco, o assalariado/burguês- "todos" pagam, somente que, para o assalariado 0,38% é quantia notória para o investidor é mera "perfumaria".

Se a administração pública tivesse projetos, apresentados/discutidos, necessitando de tal importância, mesmo com a arrecadação recorde de 2007, poderíamos substituí-la por outras ações menos desgastantes pois, até para o empresário, não podemos olvidar que, a "contribuição" é um custo projetado/imbutido no preço de sua produção/comercialização.

O imposto do cheque "suga" indivíduos e empresas. A Câmara já aprovou a prorrogação até 2011 graças a "benesses": - o Senado negocia o "preço" com artimanhas/discursos/citações mas, a encenação terá um fim propício e, todos os partidos teráo o seu quinhão, a massa/amassada.

O valor arrecadado da CPMF é utilizado para "aliviar" varias carências, o tributo tomou a forma "Bom-Bril", 1001 utilidades", incidindo diretamente na economia num "efeito dominó".

Criticar palpitar sem oferecer/propor soluções, não é atitude coerente, assim podemos atinar sob alguns aspectos:

- as grandes cidades para atrair investimentos propiciam subsídios, ganhando a implantação, perdem os demais, região/país como um todo, é a nefasta guerra fiscal. . . uma reforma tributária manteria o equilíbrio e, a CPMF poderia ser aposentada;

- a tributação sobre bens de consumo, atinentes as necessidades primárias é gritante. O assalariado gasta integralmente o seu ganho. O imposto atinge todas as classes sociais. . . se o IR, o IPTU fossem efetivos/coerentes a tributação cairia sobre a Renda (não salário), sobre o Patrimônio. . . e, a CPMF poderia ser aposentada;

- o mercado da capital seria outra "válvula" pois as instituições com "ações em bolsa" precisam publicar balanços e o fisco ficaria ileso, a informalidade menor. . . e, a CPMF poderia ser aposentada;

- a redução da % de/em impostos, forçaríamos preços a cair, diminuiria o "mercado paralelo" elevando a arrecadação. Investimentos poderiam crescer/crescer competitividade. . . e, a CPMF poderia ser aposentada;

- a estruturação das "despesas", inibindo os mensalões/bingos/"donativos". . . os concursos elaborados/corrigidos com seriedade, selecionando profissionais competentes para cargos de mando/ação. . . ampliaria a receita através de resultados. Programas que beneficiem a coletividade, investir onde se faz necesário, "reduzir" a compra de votos e o famoso "molha-mão", cessar esse imposto enquanto existe saldo de caixa. . . e, a CPMF poderia ser aposentada!

A economia internacional está propícia, basta estudamos a situação da Koréia, da China, do México, do Chile. . . e, a CPMF poderia ser aposentada!

a. begossi
a.
begossi@opantaneiro.com.br
22/11/07

Fonte: conversas nas esquinas da vida; - Veja - N° 2034 - artigo de Cíntia Borsato.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Duas apostas de MS faturam quase R$ 46 mil na quina da Mega-Sena

Loterias

Duas apostas de MS faturam quase R$ 46 mil na quina da Mega-Sena

Bilhetes foram registrados em Campo Grande e Corguinho; estado ainda teve 32 quadras espalhadas por 17 municípios

Casa do Trabalhador de Aquidauana fecha semana com 23 vagas de emprego

Oportunidades

Casa do Trabalhador de Aquidauana fecha semana com 23 vagas de emprego

Oportunidades contemplam vagas locais e regionais; atendimento ocorre das 07h às 13h

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo