dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/06/2011 às 04:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:04
Década de 60, surge um partido político no ABC, líderes sindicais assumem a ideologia socialista; - por quatro vezes seu líder tenta a presidência... consegue, após o período da re/eleição do antecessor e do compromisso assinado pelos postulantes de não "processar" o titular substituído, por quê?
São coisas desse tipo que deturpam a realidade aos contribuintes/eleitores. O partido consegue a vitória apregoando estruturais mudanças/mudanças que tornaram-se acordos/parcerias-continuidade e, os "discursos/promessas" ficaram perdidos na memória, hoje, os adversários passaram à categoria de "coligados" da base governamental e o poder, circunscrito a "alterações", para tudo ficar como sempre esteve; - será que a Opinião Pública não tem memória ou... é carência de algo parecido mais à ética/moral?
Ministérios foram criados para açambarcar o maior número possível de postulantes extraídos dentre os "cabos-eleitorais", não importando o nível técnico/profissional mas sim, as "afinidades" com a cúpula dominante. As coligações aí estão, adversários ali, "dobradinhas" acolá e, tudo sobre um respaldo eleitoreiro, dito demovente/democrático, consentido/permitido desde que, seja para os "amigos do rei", estamos em Pasárgada? A rotação/permuta de pessoas /idéias/ações volatizaram-se, c a concepção de verdade tornou-se camaleônica; - a palavra, "fio de bigode", tornou-se rinsagem na vivência presente. O vermelho desbotou, ficou rosa com nuances azuis/roxas/verdes/amarelas... passamos ao aceite coletivo, ficamos amorfos/inertes, o voto uma obrigação pois a/b/c... jogam todos na mesma posição, em busca do gol... chuta-se, que o juiz garante a validade da jogada/tentativa.
A famigerada reforma agrária, discutida por anos/anos aí está falida; quando as áreas são distribuídas, o são na titulação capitalista, da propriedade privada individual, fator que onera custos e torna a produção não competitiva, desagregando o núcleo-base... porque não faze-la mantendo a concepção grupal/social, forçando os aquinhoados a produzirem integrados... porque, isso evidentemente não interessa ao sistema. Não interessava antes, menos ainda, agora.
A reforma territorial rural, tornou-se simplesmente "fachada de luta", com invasões em áreas urbanas, sem cobertura legal-governamental. A reforma agrária poderia ter fundamentação capitalista? Cooperativas seriam viáveis numa análise custo-benefício? Preço-mercado de concorrência?
Os impostos, essa tributação impingida para formar o erário público, tem aumentado através dos sucessivos governantes. Aumenta-se as "benesses", aumenta-se as despesas, para sanar o déficit, aumenta-se a "coleta". Como pode um país crescer, se o trabalhador/contribuinte "transpira" 4,5 meses ao ano, apenas para pagar seus impostos? Quando os preços sobem/sobe a arrecadação e o cidadão continua a ouvir discursos ufanistas. Como maioria, a base da pirâmide social, desconhece matemática/co-relações/porcentagens. . . tanto faz citar 2% , ou 12% que a resultante continua/continuará sendo nula!
Nossa história econômica principiou com a "exportação" de produtos da terra, séculos passaram-se, tentou-se a industrialização... hoje, cá estamos ancorados novamente nos primários, importando-os transformados com custos-agregados. A política creditícia financiando o agro-negócio, as matas/florestas sendo dizimadas, a madeira "saindo por baixo do pano" e o "saldo" transformado em carvão - as madeireiras, mantendo o coronelismo político; - os minerais esvaindo-se... máscaras postadas em rostos maquiados.
Seria interessante atentarmos nos documentários (filmes) a postura, a oratória, o timbre de voz de Adolf Hitler que entenderíamos muitas coisas mais - o palavreado acessível com jargões do cotidiano periférico, entremeado de exaltações; o timbre elevado quando quer "vender" a sua verdade; o aparato que o circunda... "o país apresenta um crescimento do PIB de 5,4% (PIB - medida da atividade econômica de um país, num determinado período, geralmente um ano...) - crescimento não é sinônimo de desenvolvimento; - crescer exige comparações com situações anteriores, análogas e afins, isolado, nada diz!
Em 2004 o PIB foi de 5,7%, com a política de juros altos do Banco Central, caiu para 3,2% em 2005; subiu para 3,8% em 2006, numa média de 2,8% na década... isso não é resultado interno (2007), é "gancho" da economia mundial. Cresceu a oferta de empregos, em que setores? De que tipo? Qual o crescimento demográfico? Homens/mulheres? Não existe mão-de-obra informam os proprietários do capital, apenas, não caracterizam que, o sistema, exige cada vez mais especialização/produtividade para pagar o mesmo "valor-fome", denominado jocosamente de "salário mínimo". E, o número de milionários no abaixo Equador, cresce.
Estamos nos tornando um país exportador, agora não mais de matéria-prima mas, de indivíduos, Brasil - país de emigração - EUA/Portugal/Japão... o pior, é que não estamos mais sendo aceitos, a última contenda é com a Espanha - nossos "mestres" são remetidos de retorno - forçado ao descer do vôo, a nossa resposta, cumprir as normas internacionais, executar a lei e eles... não nos recebem, por sermos quem somos - brasileiros!
Os discursos continuam ufanistas. Só se pode amar, quando realmente se conhece... quando mostraremos a cara???
a. begossi
a.begossi@opantaneiro.com.br
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