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A Begossi

Recessão, uma ameaça!

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"Economia ... estudo dos usos que a sociedade faz de seus recursos escassos".

FHC enquanto professor universitário, desenvolveu em co-autoria um trabalho sobre "paises centrais e periféricos", ou sejas, "pólos e dependentes", onde,a simulação seria como a estrutura de um átomo, quando o núcleo oscila/oscilam os componentes das órbitas.

Por anos, mais precisamente após a II Grande Guerra, os EUA assumiram o papel de "pólo" no mundo ocidental, com a queda do muro de Berlim, a supremacia tornou-se global/global, foi/é um contínuo exportar valores ditos"democráticos", produtos industrializados, inflação-dependências.

Acostumamo-nos a ouvir em ontens presentes que, "quando os EUA espirravam, o Brasil tomava anti-gripal" ... passaram-se décadas e, as medidas preventivas pouco foram alteradas.

O país do Norte, com política econômica estável, programada, intervencionista, flexível, têm conseguido "vencer" os obstáculos capitalistas, o do momento, é a crise imobiliária, da construção civil que está (se, já não provocou) uma situação recessiva.

Por recessão entendemos um período de crescimento econômico lento ou até mesmo negativo, tendo como decorrência premente, o desemprego crescente em espaço-tempo superior a um trimestre. A capacidade produtiva torna-se ociosa e o PIB (produto interno bruto) torna-se decrescente.

Para compreendermos a crise, devemos reportar que, a financeiras emprestaram valores monetários para clientes sem exigências cadastrais, para aqueles que não podiam comprovar seu rendimentos, esses usuários, os "subprime", são "situações de risco", exigindo altas taxas de juros. A garantia dada pelos mesmos era a própria aquisição (casa) ... o mercado "esfriou", os preços dos imóveis despencaram ... a procura cessou, o prejuízo foi geral: - bancos, inadimplência, juros pressionados, créditos "falidos", recessão, pré ou ... , isso irradiou/refletiu-se em outros segmentos / locais-países.

A economia brasileira com a globalização, com fusões, com o capital estrangeiro, com matrizes fixadas no exterior, não está imune (nem com anti-gripal), uma inflação inadequada pode fazer-se real, gerar instabilidades no país de política governamental repleta de improvisações e muita / muita oratória.

Por inflações, entendemos, um aumento geral e indescriminado dos preços, fazendo com que o poder de compra decresça, isto é, o salário "perde valor", compra-se cada vez menos com as importâncias recebidas. O intervalos de 3 ou 4 meses é o mínimo para caracteriza-la. Quando acontece a perda do poder aquisitivo, a massa pressiona, começam a ocorrer greve / paralisações, a insegurança faz-se notória / notória as idéias de forças centralizadas, o totalitarismo re / nasce ufane.

O Brasil teve um crescimento econômico pífio (4,8%) em ano findo (2007), se não crescemos em 2008/2009 em índice maiores, a crise por certo virá. Na possibilidade de um crescimento maior, que não acreditamos viável, não haverá energia para assegurar a "decolagem".

Nos EUA houve o rompimento da "corrente" de investimentos, dos empregos, das aquisições de bens, isso reflete diretamente no resto do mundo, a perspectiva de desequilíbrio num "emergente" é "uma ameaça"!

No setor financeiro as bolsas "bamboleiam", o investidor externo recua suas aplicações nos "dependentes", o pânico pode contagiar, o mercado ficar turbulento ... crise"! Com a liquidez diminuindo / diminuirá as nossas exportações e o saldo pode atingir patamar mais aterrador.

O governo americano tenta frear os acontecimentos recessivos com a redução de impostos, dando aos indivíduos / famílias importâncias para beneficiar o poder de compras; - idem para as empresas, com isenções fiscais e estímulos para investimentos ... com objetivo direto de criar empregos, estimulando a economia.

A "ameaça" que paira sobre os "emergentes / dependentes / periféricos" (ou qualquer outro sinônimo de não desenvolvimento), principalmente o Brasil é que, a nossa apregoada estabilidade possa ser apenas um momento internacional e, o risco de "bolha econômica" esteja em transcurso, não devemos olvidar que a desaceleração, com uma maior queda do dólar, as nossas exportações tornam-se deficitárias frente as importações ... e, não adianta discursos eufóricos. Palavras sem atos /ações, não alteram a Economia"

a.begossi
a.begossi@opantaneiro.com.br
23.01.08

Erramos

Edição nº 2312-20 a 25 de janeiro de 2008 - pág 2B
Onde consta: TRIBUTO (titulo), leia-se TRUPUTO;
TRIBUTO (2ª coluna, parágrafo 7º, leia-se TRIPUTO;
Vorás (3ª coluna, parágrafo 10ª), leia-se voraz
Desculpas - a. begossi

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