Narrativa; - modo de narrar; conto; história; expor as particularidades de um ou mais fatos; relatar . . .
Racionalidade: - qualidade de racional; faculdade de raciocínio; conformidade com a razão e o bom senso . . .
Ao pensarmos em narrativas e racionalidade, algo nos vem à mente ? textos bíblicos aceitar pela formação religiosa e não pelo aspecto racional: - a concepção e o parto de Maria; o profeta separando as águas para seu povo passar; a multiplicação dos pães e vinho; o reviver de Lázaro . . . e assim seguimos pelos textos sacros, aceitos mas, sem racionalidade.
A história do Brasil está repleta de narrativas que são verdadeiras ?lendas?, contidas em livros didáticos defasados, a começar pela descoberta por acaso . . . o próprio nome já constava de cartas geográficas antes de 1500; o próprio Pedro Alvares Cabral, um navegador praticamente desconhecido na ?terrinha?, assumiu o comando da esquadra, por pertencer a uma entidade ?mística/secreta?; Caramurú e o seu ?controle? sobre o fogo; a Inconfidência Mineira, onde apenas Tiradentes é ?trucidado?, os demais escapam das agressões e chegam a exilar-se. Apenas o ?falante? é enforcado e esquartejado. Nossa história, estória torna-se.
Modernamente, nos céus do nordeste, Castelo Branco sofre um acidente aéreo, convence alguém ? Juscelino com seu motorista de confiança, com largas horas de volante, atravessa a pista . . . na lataria do carro, uma perfuração de bala; Jango Goulart no exílio, acompanhado por especialistas, toma ?capsulas? possivelmente trocadas e ?viaja?; Carlos Lacerda tem sua ?passagem? não apenas ?engessada mas concretada?; num helicóptero dois casais passeiam, ?desastre?, os corpos de um casal é prontamente encontrado, o de Ulysses Guimarães e esposa, nunca . . . correntes marítimas? Peixes? Ou . . .
E só pararmos para pensar e refletir um pouco com o que nossos olhos captam, as vezes bem ao nosso lado que, dúvidas/surpresas irão surgir. A famosa carta deixada por Getúlio Vargas, hoje já tem ?três? autores confessos e ele . . . não escreveu . Será que sabiam do ?suicídio? ou o auxiliaram na trajetória?
O fato, a interpretação, a montagem por respostas , . . . aí estão, aí está a foto do pequeno sírio Aylan (Alan) Shenu de 3 anos, mais um dos refugiados que não conseguiram fugir vivo, aparece de sapatinho sem meia, roupa molhada colada ao corpo franzino, calça escura e camisa vermelha, deitado numa praia da Turquia. O rosto ?repousando? na areia , a maré atingindo . . . parecia um inocente dormindo. O Mediterrâneo não quis ficar com o jovem e ele morreu com sua mãe e o irmão de 5 anos.
O barco em que viajavam afundou como vários outros que, no início conseguiam impressionar, agora é apenas notícia . . . mais um , . . . mortos . . . e os ?coiotes? cada vez mais ricos. Cobra-se verdadeiras fortunas para o sonhado translado ,e os barcos com passageiros bem além do suportável . . . sujeitos a narrativas mas, com/sem racionalidade. Apenas o pai subsistiu . . . a família foi reduzida e o sonho da ?nova terra?, o mar levou . Queriam um lugar onde houvesse paz, condições de trabalhar, educar filhos . . . que não tivesse guerra, morreram como heróis buscando novos espaços, novas alegrias, uma situação que pudessem rir.
Outra foto publicada na imprensa, que comove . . . um soldado carrega o pequeno como se fosse uma oferenda preciosa, e era. O mundo recebeu mais uma mensagem de desgraça, que já atingem milhões de ?lutadores ?em busca de vida melhor. Brancos, negros, asiáticos . . . famílias inteiras, jovens ?aventureiros? deixando amores em busca de um Edem; e fica uma indagação :- Unde Malum ( de onde vem o mal) - Santo Agostinho .
AQUELES SAPATINHOS ENCHARCADOS, NUNCA MAIS SENTIRÃO O CALOR DOS PÉZINHOS . . .
A.Begossi ? 21/09/15