Na economia, as escolhas não são neutras nem puramente técnicas, sempre é necessário escolher quem paga a conta e quem é beneficiário ? Frédi Vasconcelos.
A Ilha da Fantasia, vive num capitalismo selvagem, situação que envolve mercado, produção, oferta, consumo, luta de classes, inflação . . . e, vários enfoques mais. Alguns ficam diluídos na ?roleta da vida? e passam quase desapercebidos, a não ser quando nos atingem diretamente. É o caso das ocupações de terrenos, de prédios públicos, de casas recém construídas e não habitadas . . . a ocupação geralmente deixa prejuízos que, não são na maioria das vezes indenizados.
Interessante é ?pensar? como a liderança, a proteção/segurança . . . que julgavamos ?devotos? da causa e, isso não ocorre, são remunerados com receita extraída dos ocupantes , invasores. Geralmente os locais escolhidos são bem localizados e propiciam ao menos, economia nos transportes, assim todos pagam uma taxa e são representados perante a mídia.
As taxas pesquisadas variam de R$ 200 para mais. Alguns movimentos são hoje alvos de investigação por cobranças abusivas e processos coercitivos para arrecadar, incluindo punição e proibição de visitas. A mídia impressa visitou aproximadamente 20 ocupações, no centro e na periferia de São Paulo (outubro de 2015). As informações aos repórteres nem sempre coincidiam com as respostas dos ?inquilinos? e do zelador/segurança.
Das visitas, apenas as ocupações dos terrenos com barracas, ainda não cobravam taxas. Nesse caso, cada ?morador? é responsável por seus gastos e também recebem doações de igrejas, particulares . . . Nas ?habitações? em prédios, a cobrança é normal e aceitas pelos ocupantes como ?condomínio? para manutenção. Alguns possuem cozinhas coletivas. A taxa para pagar advogado, gira ao redor de R$ 150 mas, temos ainda receita para ?coordenador?, em algumas situações, os valores são mais elevados.
Muitas são as siglas, algumas já viraram ?balcão de especulação de pobres?; a ocupação uma alternativa as favelas existentes, criando um novo mercado que, atingiu até Anastácio (MS), onde ocupantes mesmo tendo residência no município, montaram barracos ouvindo promessas políticas. Quando há atraso em pagamento, a multa é um recurso habitual.
A receita é usada para alugar ônibus, gasolina, viagens a Brasília, participação em passeatas , . . . a prestação de contas é feita pela coletividade , . . . compras de fios, viagens, consertos de água /energia. . . uma planilha deve ser feita para a prestação de contas.
O déficit habitacional em São Paulo é atualmente de 230 mil domicílios e está aumentando de ano a ano. De início as classes sociais de ocupantes eram dominantemente (D), agora a (C), a famosa pela ?fajuta? ascensão à classe média, segundo dados oficiais é a que domina, graças a política vigente causadora de desemprego, de inflação, de desestrutura no mercado .
O PIB deve fechar o ano negativamente, tão negativo quanto o Orçamento apresentado pelo des/Governo, iniciando nova teoria de aprendizagem; o Dia das Crianças já representou queda em vendas, o Natal . . . já assusta !
Estudo, formação técnica . . . o emprego esfumaça; a inserção dos desempregados, uma piada política. Outras classes mais favorecidas já vão as ruas em protesto, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro mais ?distantes? do governo e nós . . . que acreditávamos que os movimentos dos Sem Teto, tinham características de irmandade, fraternidade cristã . . . no sistema capitalista, inviável !
Fonte : - jornalistas Fernanda Mena, Felipe Souza . . .
A.Begossi ? 15/10/15