Ao redor do ano 2000, o Partido Único assume o poder, o ?presidencialismo? é voltado para si e seus asseclas, a estrutura administrativa do país, vai sendo montada, sem que a massa tome consciência, mais de 20.000 ?filiados? são nomeados /nomeados para cargos de mando, são elementos de confiança, mesmo que nada entendam do setor mas, ocupar a ?vaga? é importante. A situação de poder deveria perdurar por mais de 20 anos, se interrompida, a oposição em sua gestão não teria condições de alterar os privilégios do Partido Único, como exemplos temos o Mensalão, o Lava ? Jato, a Petrobras . . . correlatas; a verba ?engordando? os cofres e os bolsos das lideranças partidárias.
Os países costumam usar o processo educacional para perpetuar, induzir/implantar novas normas comportamentais, o Partido Único está em seu processo de investir na manutenção do existente. A proposta da Base Nacional Comum Curricular, apresenta ?falhas? estruturais, com disciplinas que não interagem entre si, objetivando uma formação geral. Afinal qual é o papel do aluno que queremos formar, os objetivos gerais do currículo e sua estrutura.
A disciplina escolhida para a reflexão foi História, uma vez que a mesma possibilita no presente, integração com outras disciplinas, qualquer que seja a concepção adotada, através das linhas do pensar, do tempo, das necessidades . . . sempre teremos o fato/acontecimento locado no espaço/tempo, sob uma formação profissional. Tecnicamente podemos considerÁ-la como ciência do acontecido; como notícia desses fatos; como fatos acontecidos.
?Só alcança o nível de ciência a partir do século XVIII. Como disciplina foi criada pelos gregos.? Podemos falar de leis na História mas não da História . Assim poderemos ter :- História da Cultura; História Econômica; História Social; . . . História do Brasil; Geral; Contemporânea . . . quando uma nação passa a sofrer influências de uma ?linha do pensar?, direcionada pela Educação, possivelmente a Democracia desse país será ilusória, de fachada (faz de conta).
As alterações propostas visualizam o abandono do Brasil às origens europeias e dará exclusividade as facções indígenas e afro. Assim, o Egito, fonte da urbanização, do comércio, da escrita serão ?arquivadas?; a Grécia fonte da ribalta, da poesia, da filosofia serão ?tombadas? no esquecimento; Roma das atitudes jurídicas, políticas, administrativas . . . ficarão quando muito na oralidade ; o nascer do judaísmo , do cristianismo , . . . a Idade Média ; as Grandes Navegações serão circunscritas a um passado remoto; a Revolução Industrial , . . . Inglaterra, França, EUA . . . deixam de existir e influenciar ou serem influencias determinantes.
Quanto aos descendentes de portugueses, ou mesmo nativos lusos , são desconsiderados/desconsiderados do currículo os italianos, japoneses, libaneses . . . que dedicaram à nova terra, como se fosse o seu berço pátrio . . . e , o novo país, voltando as costas com mudanças de cunho puramente ideológico.
Outros poderão ser os enfoques mantidos com a pretensa mudança curricular; as dificuldades com a língua Gê, Tupi . . . e não mais com o inglês, francês , mandarim . . . a tentativa será tornar o brasileiro um cidadão politicamente correto, segundo os ditames do Partido Único.
Apesar das contestações, nossas bibliotecas estão repletas de obras de assuntos indígenas, afro . . . e, o MEC decidiu rearticular as bibliografias . . . livros e mais livros serão postados no esquecimento , serão considerados ?superados?; professores aos milhares serão substituídos ou reciclados . . . além da defasagem de profissionais aptos para assumir tais ?embates? . . . esperar esta tornando-se uma aptidão brasileira . . . frustra menos!
Arnaldo Begossi -01/03/2016