dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/06/2011 às 04:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:04
O problema de como o administrador moderno pode ser "democrático" no seu relacionamento com subordinados e ao mesmo tempo manter a necessária autoridade e controle na organização pela qual é responsável tem sido crescentemente focalizado nos últimos anos.
Não faz vinte anos, este problema não era tão agudamente sentido. O executivo bem sucedido era em geral retratado como dotado de inteligência, imaginação, iniciativa, capacidade de tomar decisões rápidas (e geralmente sábias) e aptidão para inspirar subordinados. As pessoas tendiam a imaginar o mundo como se estivesse dividido em dois grandes grupos: de um lado, "líderes", de outro, "seguidores".
Gradualmente, porém, das ciências sociais surgiu o conceito de "dinâmica de grupo" com seu enfoque nos membros do grupo e não exclusivamente no líder. Trabalhos de pesquisa de cientistas sociais acentuaram a importância do envolvimento da participação do empregado na tomada de decisão. As provas dos resultados começaram a contestar a eficiência de liderança altamente diretiva e crescente atenção foi dedicada a problemas de motivação e relações humanas.
Através de laboratórios de treinamento em desenvolvimento de grupo, que surgiram em todo o mundo, muitos dos conceitos mais novos sobre liderança começaram a causar impacto. Esses laboratórios de treinamento eram cuidadosamente planejados, de modo a dar às pessoas uma experiência de primeira mão em participação plena e tomada de decisão. Os "lideres" designados tentavam deliberadamente reduzir seu próprio poder e tornar os membros do grupo tão responsável quanto possível na fixação de sua próprias metas e métodos dentro da experiência de laboratório.
O resultado final das descobertas de pesquisa e do treinamento em relações humanas nelas baseado foi pôr em dúvida o estereótipo de líder eficiente. Em conseqüência, o administrador moderno muitas vezes se sente intranqüilo.
Em resumo, nos dias de hoje existem duas implicações básicas no que se refere à liderança empresarial.
A primeira é que líder bem sucedido é aquele que tem viva noção das forças mais relevantes para seu comportamento em qualquer momento. Compreende perfeitamente sua própria pessoa, os indivíduos e o grupo com que está lidando e a empresa e o ambiente social mais largo em que atua, e certamente é capaz de avaliar a disposição atual de seus subordinados para crescimento.
A segunda implicação é que o líder bem sucedido é aquele capaz de comportar-se apropriadamente à luz dessas percepções. Se direção é conveniente, ele é capaz de dirigir; se considerável liberdade participativa é necessária, ele é capaz de proporcionar tal liberdade.
Assim, o bem sucedido administrador de homens não pode ser primordialmente caracterizado como líder forte nem como líder permissivo. Em lugar disso, é uma pessoa que mantém alta média de acerto na avaliação precisa das forças que determinam qual deve ser seu comportamento mais apropriado em determinado momento e efetivamente ser capaz de comportar-se de acordo com isso. Sendo ao mesmo tempo dotado de grande visão e flexibilidade, tem menos probabilidade de encarar os problemas de liderança como um dilema.
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