dothCom Consultoria Digital
Publicado em 06/06/2011 às 04:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:04
As organizações de produção tendem a atrair a atenção de gerentes gerais, da mesma maneira que as companhias aéreas: só chamam a atenção quando ocorrem atrasos, quando aumentam os preços das passagens ou quando há um desastre. Quando operam sem problemas, são quase invisíveis. Mas a atividade de fábrica está chamando cada vez mais a atenção de gerentes de empresas, os quais, há poucos anos, s'se preocupavam com marketing ou assuntos financeiros.
Hoje os gerentes gerais começam se preocupando com a orientação dominante da produção. Algumas empresas são nitidamente orientadas para o mercado. Consideram sua qualificação primordial a capacidade de compreenderem e responderem na maneira eficaz às necessidades de um mercado ou de um grupo de consumidores em particular. Ao explorarem este conhecimento de mercado elas utilizam uma variedade produtos, de materiais e de tecnologias.
Outras são orientadas para materiais ou produtos. As principais são do ramo siderúrgicos, empresas do setor de borracha ou empresas petrolíferas, e, mais recentemente, as da área de energia. Desenvolvem usos múltiplos para seu produto ou material e acompanham estes usos em uma variedade de mercados.
Há ainda outras que são orientadas para a tecnologia - a maioria das empresas eletrônicas se enquadra nesta categoria - e levam sua tecnologia a vários materiais e mercados.
Um dos traços que definem a estratégia de uma empresa é sua orientação dominante voltada para o produto ou para o mercado.
A partir destas conceituações, as empresas precisam optar por um padrão de diversificação. A diversificação pode ser alcançada de diversas maneiras: 1) diversificação de produtos dentro de dado mercado; 2) diversificação de mercados (grupo geográfico ou de consumidores), utilizando-se uma dada linha de produtos; 3) diversificação de processos ou vertical (aumento da abrangência de processo de maneia a se obter maior controle sobre fornecedores e/ou consumidores com uma dada combinação de produtos e mercados); e 4) diversificação não relacionada (horizontal), exemplificada pelos conglomerados.
Outro fator importante é que a produção funciona melhor quando as instalações, tecnologia e política da empresa são compatíveis com prioridades reconhecidas de estratégia empresarial, só assim a produção pode adquirir eficiência sem desperdiçar recursos, "melhorando" as operações.
A necessidade de simplificar a produção requer uma forma de organização orientada para o produto ou para o processo, pois, a escolha adequada entre estes dois tipos de organização pode harmonizar o crescimento da empresa, emprestando estabilidade a suas operações.
Concluindo, é necessário estabelecer uma diferença entre os objetivos declarados de uma empresa - palavras no papel - e aquilo que realmente motiva as ações.
Referência Bibliográfica
HAYES, Robert H.; SCHMENNER, Roger W. Como organizar a produção. Biblioteca Harvard de Administração de Empresas. São Paulo: Editora Abril, 2005. p. 99-110.
*Carlos Frederico Corrêa da Costa é doutor em História Social, bacharel em Administração. Elaborou o projeto, implantou e coordenou o Curso de Bacharelado em Administração do Campus de Aquidauana/UFMS
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