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Gabriel Novis Neves

Salários

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Sou a favor de salários dignos aos funcionários públicos, respeitando a isonomia dos poderes e os tetos constitucionais.
 
O servidor público tem que ser bem remunerado para responder com serviços de qualidade e não cair em tentação.
 
Estou com o computador ligado em um site local, onde se comenta o salário dos membros do poder judiciário.
 
Nada contra, não fosse o enorme fosso existente entre os salários dos funcionários do poder executivo e dos outros poderes.
 
Se o governo reconhece o valor dos servidores do judiciário, nada como melhorar o salário dos professores deste país.
 
É gritante a falta de alinhamento entre os salários dos funcionários do governo.
 
Cada dia fica mais difícil motivar jovens para carreiras nas áreas da educação e saúde.
 
As próprias famílias sentem-se frustradas quando um filho escolhe a educação como profissão. O jovem sofre uma imensa pressão psicológica para abandonar essa ideia.
 
Não raro, após se formar, os pais lutam para que o filho consiga um emprego no Tribunal de Justiça, onde não precisará fazer três turnos de trabalho de professor para conseguir um salário de telefonista.
 
O curso de medicina é hoje procurado para formar jovens que pretendem ganhar dinheiro trabalhando na área do rejuvenescimento.
 
O mercado de trabalho não aceita - e não formamos mais - profissionais para as áreas básicas da saúde.
 
Em extinção está há algum tempo o médico generalista ou da família, o clínico geral, cirurgião geral, pediatra e o médico da mulher.
 
Formar após seis anos de estudos, fazer de três a cinco anos de residência médica, enfrentar um concurso público, para depois serem recompensados com um salário injusto, é uma afronta à dignidade de quem estuda. 
 
Ninguém conseguirá resolver a situação dos servidores públicos, especialmente os do executivo.
 
E o teto do funcionalismo? Como e para quem funciona?
 
Como jamais haverá justiça no salário dos servidores públicos, apesar de pagarmos impostos absurdos para manter privilégios a alguns, continuaremos no ranking dos países com piores serviços prestados à população.
 
Os prejuízos produzidos por essa política irracional de ?Matheus primeiro os meus?, propicia acúmulo de atrasos ao nosso desenvolvimento.
 
É incompreensível manter por meses todas as universidades públicas fechadas em um país de índices educacionais africanos.
 
E a nossa saúde pública sucateada. Isto só é possível na terra dos marajás.
 
?Difícil compreender como no vasto mundo falta espaço precisamente para os pequenos.? Carlos Drummond de Andrade.
 
 
Gabriel Novis Neves

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