Todas as vezes que a Presidente aparece na televisão para anunciar as medidas tomadas pelo seu governo em resposta às vaias e manifestações das ruas, dá dó.
Quando tenta explicar certos protestos, piora ainda mais. Cito, por exemplo, o bloqueio das estradas escoadoras das nossas riquezas.
?Sou a favor das greves. Elas são um direito democrático conquistado pelo povo brasileiro. O que acho é que isso não pode ferir o direito de ninguém de ir e vir livremente?.
A credibilidade nas suas palavras tem efeito de um funeral.
É como se fosse a linha do horizonte.
Todos nós a vemos, e nunca chegamos lá. Quanto mais caminhamos em sua direção, mais ela se afasta. O que passou não volta mais.
Seria prudente, neste momento de intranquilidade por que passa o povo brasileiro, um aconselhamento melhor para a presidente antes das suas falas, especialmente quando o assunto é saúde.
Os planejadores de janelas dos gabinetes de Brasília conhecem a nossa saúde pública por aí.
Nunca pisaram em um equipamento físico do SUS, tampouco entraram em contato com um enfermo.
O doutor do Sírio, que é professor-doutor da USP, está contra as decisões governamentais para sanar o complexo problema do atendimento médico no Brasil, assim como a totalidade da comunidade científica médica brasileira.
Para agravar ainda mais a situação dos médicos, a senhora Presidente deu um tapa na cara desses profissionais ao vetar o projeto aprovado pelo Congresso Nacional sobre o Ato Médico.
Presidente!
Siga o exemplo do seu guru. O momento não é para aparecer.
O seu objetivo de convencer a nossa população, jamais será conseguido.
Uma peregrinação pelos países miseráveis da África e do Caribe lhe fará bem.
Deixe a Barbie tomando conta da cozinha do poder, e o ?Inho? recebendo o Francisco.
São amigos, pois foram colegas no Seminário.
Dá dó!
Gabriel Novis Neves