Há certos dias em que acordamos com vontade de mudar o mundo. Mas, isto é pura utopia ? somente podemos mudar a nós mesmos. O que não é uma tarefa fácil.
Não precisamos de muito para viver com qualidade.
Um simples exemplo: quantas peças de roupa dormem no armário esquecidas por nós. E o que é pior - não pretendemos mais usar, ou porque não nos cabe mais ou porque está fora de moda.
Falta-nos coragem (!) para doar toda essa tranqueira vergonhosa para Instituições de Caridade, carentes de calor humano e solidariedade para suprir suas mínimas necessidades materiais.
Quanto menor a cidade, melhor para acolher esses arroubos de mudanças radicais.
Nosso passado não levaríamos, assim como nossa profissão. Uma nova profissão aprenderíamos por lá, nessa metamorfose programada.
Creio que sim. Reencontraríamos a joia da motivação para vivermos de bem com os nossos desejos.
Atormenta-me é saber que existe uma força que nos impede de fazer aquilo que desejamos.
Passado esse surto de desejos nos comportamos como os porcos daquela historinha bem conhecida: eles são colocados em um número excessivo na carroceria de um caminhão. Ficam amontoados sem espaço. Basta o caminhão rodar alguns metros por essas estradas esburacadas e os espaços surgem, e os porcos vão se ajeitando para sua última viagem até o frigorífico.