Com o aumento da expectativa da vida entre humanos, o adjetivo ?ridículo? passou a ser empregado, por algumas pessoas preconceituosas, ao se referirem aos atos dos idosos. Muito se tem escrito sobre isso.
Leio e, como idoso, me divirto com a maioria dos conceitos emitidos, mesmo pelos considerados especialistas na arte de envelhecer.
Isso confirma aquela velha história que diz que a prática é bem diferente da teoria.
Há, como em outros períodos da nossa existência, coisas boas e não tão boas assim, que só os privilegiados conseguem alcançar e viver na sua plenitude.
O saldo é altamente positivo nessas condições.
Entretanto os idosos, mesmo sendo a velhice à época da dita sabedoria, às vezes, não têm nenhuma noção do ?ridículo? com o qual são coroados nos seus arroubos juvenis.
Justificam que eles se tornam verborrágicos, engraçadinhos, infantilizados e, até, ridículos.
Nada melhor para administrar um idoso que outro idoso.
Tudo passa sem deixar traumas ou sequelas, pois nesses casos o tudo é o nada.
Essas incompreensões têm me chamado a atenção, não com a frequência necessária para me tornar um expert nesse assunto.
Não entrarei na etiologia dos males ou dos bens que levam os ?infelizes? velhinhos aos momentos de alegria.
A verdade é que nós queremos os nossos velhinhos em casa, em sua cadeira de balanço lendo classificados dos jornais e comentando que tudo está tão difícil e com os preços pela hora da morte.
Agora, velhinho saliente é muito bom e divertido, mas só se for avô dos outros. Nosso? Não! Nunca!
Gabriel Novis Neves