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Gabriel Novis Neves

Miscelânea

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 A festa da Copa do Mundo acabou. Com ela foram projetados ao mundo um futebol brasileiro desatualizado e uma Alemanha humanizada. 
 
Agora começa outro jogo: o político. Não sei qual dos dois ?jogos? é o mais violento e faltoso. Desconfio que seja o político, pois, já nas convenções partidárias, mataram muitas ambições. 
 
Brasília patrolou uma série de pequenos partidos de aluguel visando, única e exclusivamente, seus preciosos segundos no Horário Político Gratuito do Tribunal Superior Eleitoral. 
 
Dizem que o comboio das maletas com dinheiro vindas de Gana, para evitar que a sua seleção de futebol não abandonasse a Copa, quase se chocou com o comboio que se destinava às convenções dos partidos de segundos. 
 
Ideologia, programas e propostas de governo visando nosso desenvolvimento ético no exercício da função pública, não entram nessa espúria contabilidade da formação do tal arco de alianças para escolher o mais qualificado dos grupos políticos. 
 
No futebol, apesar das maletas, seus protagonistas têm de demonstrar talento para ganhar o jogo. 
 
A tudo assistimos passivamente, como se o comportamento desses grupos fossem a coisa mais natural deste mundo. 
 
Certo candidato pelas ?oposições? ao cargo de Presidente da República durante os últimos doze anos sugou todos os benefícios do governo federal. 
 
Quando percebeu que a água estava invadindo a embarcação do poder, na maior cara de pau pulou fora da nau abandonando seus cúmplices e, o pior, se apresentando como candidato adversário. 
 
O político necessita de um mínimo de credibilidade e coerência para conquistar o voto livre da sociedade. 
 
O que vemos é uma imensa miscelânea para o banquete do poder. 
 
Aqui em Mato Grosso a situação é surrealista. Existem pessoas que se juntam somente para irritar o eleitor e fortalecer a opção majoritária do voto branco e nulo. 
 
Empresários sem voto e nem vivência com a coisa pública, mas com boa artilharia financeira, são ?escalados? para posições importantes nas chapas majoritárias, de preferência como vices e suplentes que não precisam de votos. 
 
Tudo combinado para assumirem logo após a posse dos titulares, além de controlarem majoritária fatia do loteamento do Estado. 
 
É triste, mas essa é a verdade que enfrentaremos após a Copa das Copas. 
 
 
Gabriel Novis Neves

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