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Gabriel Novis Neves

Carência de afeto

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O ser humano sempre foi um escravo do afeto humano, sem o qual não vive.

Ele necessita de amor e carinho para viver, ou sobreviver nos dias atuais.

É o oxigênio da nossa alma, que nos faz a sorrir e amar.

Tenho certeza desses valores pelas respostas que recebi quando escrevi uma crônica sobre “medalhas”.

Uma das leitoras além de achar a “crônica maravilhosa”, elogiou ao professor Gervásio Leite, pai da ideia das medalhas patrocinadas pelo governador do Estado José Fragelli.

Como é bom conhecer a alma humana e suas fraquezas!

E uma delas, sem dúvida, é a vaidade.

“Não é a toa que existem referências a ela em vários trechos da Bíblia. No Antigo Testamento, “vaidade de vaidade, tudo é vaidade” (Eclesiastes 1:2; 12:8) é uma das passagens que mais gosto”!

Sinto na própria carne o que é vaidade, pois ao escrever sobre o “fenômeno” das medalhas, apenas relatava mais um episódio das minhas memórias.

Eu, que me sentia tão distante desse sentimento ilusório, estou vaidoso em saber que alguns apreciam o que escrevo sobre os  fatos vividos por mim.

Tento relatar, como em uma hipotética colagem ou fotografia, aquilo que acho ser interessante para a compreensão de fatos históricos.

Não relato nada que desabone a terceiros e sem maior interesse histórico que aconteceram nos meus mais diversos cargos públicos que ocupei por mais de trinta anos (Diretor do Hospital Adauto Botelho, Secretário Estadual de Educação e de Saúde por duas vezes, Secretário Estadual do Meio-Ambiente e da Casa Civil, Reitor-fundador da FUFMT, 1º Diretor da Faculdade de Medicina da UNIC).

E em todas essas funções, sempre enfrentei e entendi o potencial da vaidade humana.

Apenas no exercício da minha profissão de médico tratava sempre de sinais e sintomas, com os remédios da vaidade humana, que são o carinho e amor.

Diante da doença não há vaidade humana que sobreviva, e é o momento mágico, quando todos somos iguais.

Às vezes, em um Centro Cirúrgico encontramos de tudo que precisamos nesta vida, inclusive poesia, como relatou Ignácio de Loyola Brandão no livro a Veia Bailarina.

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