A depressão é uma doença que atinge cerca de 30% da população mundial e é vista como o mal do século XXI. A maior dificuldade das pessoas para tratarem da depressão é a falta de conhecimento sobre o assunto, sobre as causas e os sintomas da doença dificultando assim a busca por um tratamento adequado.
A depressão não é simplesmente uma tristeza, é uma tristeza que não passa, o paciente com depressão sofre muito, perde o interesse pela vida e, na maioria das vezes, não é compreendido pela família e pessoas do seu convívio social, o que dificulta reconhecer que está doente. A pessoa não tem força sozinha para superar a doença, e quanto mais o tempo se alastra as complicações e o risco de vida da pessoa aumenta, podendo até levar ao suicídio.
A depressão é uma doença que atinge todas as idades, desde crianças, adolescentes, adultos, idosos e uma grande parcela de mulheres após o parto, e também não escolhe classe social. Os sintomas mais comuns são: sentimentos constantes de desesperança e inutilidade diante da vida; choro frequente e aparentemente sem motivo; cansaço exagerado; dificuldade de concentração; inquietação; falta de sono ou sono em excesso; falta de apetite ou comer exageradamente; dores persistentes não justificáveis por problemas clínicos; perda do humor, irritabilidade e angustia; diminuição do desempenho sexual; pensamentos suicidas (vontade de morrer), entre outros.
É importante estar atento aos sintomas para buscar ajuda. Na terapia a pessoa acaba identificando a causa do problema, que é um dos caminhos para a cura. Porem, em alguns casos é necessário além da psicoterapia (ajuda a pessoa na resolução dos seus conflitos e a diminuir o estrese), a necessidade de uso de medicamentos para tratar os sintomas.
Por fim, buscar ajuda profissional é a melhor maneira de tratar dessa doença que tem atingido tantas pessoas na atualidade. Conhecer a si mesmo, saber lidar com seus conflitos e manter relacionamentos saudáveis são alguns dos fatores essenciais e determinantes para prevenção desse mal. Entretanto, como este assunto é amplo e recorrente, abordaremos nos próximos artigos outros temas relacionados a saúde mental e a qualidade de vida.
Gisele Paquer Camargo