Até onde vão os limites de descasos do homem para com seus entes queridos??
Basta o caro amigo leitor, fazer uma visita no ?campo santo? de nossa cidade, o Cemitério Municipal, que vai chegar a uma triste conclusão: não estão zelando o local e nem tendo o cuidado em cultuar a memória dos que ali estão. Quem ali visitar, com certeza, vai ficar estarrecido com as condições de desleixos e descaso por parte de quem administra o local. É uma verdadeira afronta para com os que ali estão. A verdadeira história, in memória, de pessoas da família, amigos e dos que alavancaram a nossa cidade de Aquidauana, repousam neste local.
Focos de lixos espalhados por todos os cantos, mato tomando conta do terreno e invadindo sepulturas, água armazenada em vasos e similares etc. O que tudo isso tem haver com os que ali repousam? Obviamente que nada. Mas, sim com os que ali visitam e cultuam a memória dos seus entes queridos (avós, pais, irmãos e outros da família e amigos). Ali estão repousando sobre os seus tálamos, os nossos heróis. Eles que nos deixaram os seus legados, a sua contribuição e bons exemplos a serem seguidos e que hoje servem de espelhos aos parentes, amigos e por que não dizer, aos políticos, que hoje estão no poder e deixando muito a desejar.
Por outro lado, temos que levar em consideração alguns fatores determinantes. Em primeiro lugar a questão de saúde: o local se tornou um ambiente favorável para a proliferação de vetores. Em segundo plano, a questão ambiental: a poluição visual é perceptível de todos os ângulos. Sem esquecer que a grande maioria da população do município tem pessoas de sua família sepultada no local, incluindo as dos responsáveis pela administração. Com certeza!
Devido às características do clima, que reina na região, que não é novidade para ninguém, e com os fatores agravantes supracitados, chega-se a uma conclusão: que há necessidade da intervenção das autoridades responsáveis pela questão sanitária e ambiental, bem como, medidas urgentíssimas por parte do Poder Público local, para que haja medidas eficazes no sentido de resolver essa questão. O quanto mais antes. Hoje, é uma questão de risco eminente para a saúde pública.
Apesar das limpezas esporádicas e paliativas, estas ações, não estão sendo eficazes para manter o local limpo, como deveria ser. Com o forte calor e chuvas constantes, o Cemitério, com o somatório dos agravantes mencionados, se tornou em um ambiente propício para á proliferação de vetores, como: o rato; a barata e os temíveis mosquitos transmissores da dengue e leishmaniose e outras doenças sazonais (da época).
Um, outro, problema que tem que ser combatido com bastante rigor por parte dos responsáveis pelo local, é no tocante à presença constante de vândalos que adentram ao local e praticam barbáries, depredam túmulos, roubam objetos decorativos, imagens etc. Uma verdadeira falta de espírito cristão e solidário para com os parentes dos entes queridos e com a própria memória dos que ali repousam. ?EM PAZ...?