Pescar nos rios do Pantanal, seja em que parte for, é sonhar com grandes peixes. Todo pescador amador ou profissional, vão em busca do desafio de capturar aquele exemplar que será o troféu da pescaria e assunto entre a turma, no acampamento ou no barzinho da esquina, ao final de mais um dia de aventuras nos rios pantaneiros. No entanto, muitos só conseguem vê-lo saltando livre e distante de seus anzóis. ?É claro que o maior peixe sempre escapa.?
Atendendo a inúmeros pedidos de amigos leitores desse conceituado Jornal, eis aqui algumas dicas importantes sobre pescarias no Pantanal. Como fazer uma pescaria nesse santuário ecológico, desde a escolha de equipamentos até as iscas, que tanto faz a alegria dos aficionados da pesca. Seja ele profissional ou amador.
Muitas das vezes, uma aventura inédita é inesquecível para pescador de primeira viagem. Ao embarcar numa pescaria de grupo ou mesmo individual, seja no Rio Aquidauana, Miranda, Coxim ou Paraguai, no labirinto mágico e exuberante das águas pantaneiras, é importante se reiterar de algumas particularidades e curiosidade desse cenário ecológico único.
Como por exemplo: os pirangueiros (canoeiros), pescadores da região de Corumbá e Porto Murtinho, na grande maioria é de descendentes de paraguaios e bolivianos. Esses guias e piloteiros são identificados facilmente quando falam entre si, por usarem sempre o idioma guarani juntamente com o castelhano.
Aqui vai um pequeno dicionário guarani de pesca para quem pretende pescar nessas regiões: Peixe = Pirá, Cascudo = Pirayuela, Palmito = Pati, Cachorra = Pirayaguá, Piapara = Voga, Piracanjuba = Salmão (assim mesmo), Lambarí = Mohara, Jaú = Manguruju, Pintado = Surubim, Curimbatá = Batá, Anzol = Pindá, Dia ruim, sem peixe = Naiporí pirá, Dia bom, muito peixe = Hetauí pirá.
Eis, também, uma lista de materiais que podem ajudá-lo a ter mais sucesso em sua pescaria. Certifique se esta levando os seguintes equipamentos para fisgar:
DOURADO: varas rápidas equipadas com molinetes ou carretilhas com capacidade para aproximadamente 100 m de linha entre 0,40 e 0,50 mm e anzol 7/0 e embates de aço com 30 cm e chumbada oval. Tamanho mínimo 65 cm.
ISCAS ? saúas, lambaris, curimbinhas ou birambóias (iscas brancas). Também outras iscas da região, de superfície e meia água, fazem sucessos.
PACU OU ?CARANHA?: na pesca de ?batida?, o equipamento é o mais simples possível. Compõe-se basicamente de vara de bambu com ponta grossa e linha bitola 0,5 a 0,7 do tamanho da vara. Pequeno encastoado e anzol haste curta 5/0. Na pesca de fundo pode usar molinetes ou carretilhas. Tamanho mínimo 45 cm.
ISCAS ? caranguejos, jenipapo, coquinhos e bolinha de farinha de mandioca cozida entre outras.
PINTADO, CACHARA E BARBADO: varas, molinetes, carretilhas de ação média e pesada, linha bitola 0,40 a 0,60. Chumbada com o peso variado de acordo com o local e a força da água e anzóis acima de 5/0. Tamanhos mínimos: pintado 85 cm, cachara 80 cm e barbado 60 cm.
ISCAS ? tuviras, muçuns, iscas brancas, jejum, pirambóias, trairinhas, minhocuçu etc.
JAÚ: vara muito resistente, com molinete ou carretilha grande, linha de bitola 0,70 a 0,90. Chumbada variando de peso conforme a força e profundidade da água e anzóis acima de 8/0. Tamanho mínimo 95 cm.
ISCAS ? cascudos minhocoçu, tuviras, piraputangas, piaus e isca branca de preferência viva.
Não se esqueça da Autorização Ambiental de Pesca. A cota permitida por pescador é 1 exemplar, mais 10 quilos de peixe e 5 piranhas, obedecendo os tamanhos mínimos para cada espécie. A cota para o pescador profissional é de 400 quilos por mês.
?CAPTURAR PESCADO COM TAMANHO ABAIXO DO PERMITIDO É CRIME AMBIENTAL?
SGT LÍDIO DE SOUZA NETO - ESPAÇO VERDE