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Lidio de Souza Neto

Queimadas: vamos apagar essa ideia!

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O Pantanal é regido por dois ciclos bem distintos, as cheias e a estiagem. O homem pantaneiro não tem dificuldade da dinâmica dessas duas estações determinante do Pantanal.
 
Principalmente das consequências no tocante às demandas das queimadas. Anos de grande cheias é a certeza de um período subsequente regido por grandes incêndios na planície pantaneira. As águas cobrem uma área maior deixando a vegetação rasteira e de pequenos portes submersas, que apodrecem por falta de oxigênio (DEQUADA). A decomposição da grande massa orgânica que ocorre no início do processo de inundação do Pantanal, além de se constituir em matéria de alta combustão, aumentando o poder do fogo no Pantanal, pode provocar, também, a mortandade massiva de peixes.
 
Por outro lado, fazer queimadas em nossa região é uma prática muito comum. Porém, devido à falta de orientação, muitas vezes essas queimadas acabam provocando grandes incêndios florestais, colocando em risco o meio ambiente e o próprio homem.
 
Se for preciso fazer uma queimada, é necessário antes de tudo analisar muito bem o assunto. Se a queimada for mesmo à melhor solução para a limpeza de uma área, seja para fazer plantio ou renovação de pastagens, então faça a coisa certa. Não se devem ir tocando fogo no mato e esperar que tudo saia bem. É preciso antes de tudo tomar uma série de medidas, não se esquecendo da autorização ambiental expedida pelo Órgão Ambiental competente.
 
Para proteger uma área de preservação a maneira mais segura de impedir o fogo, é preciso construir barreiras que evite a entrada e propagação do fogo. Essas barreiras são chamadas de aceiros que impedem o avanço do fogo.
 
Existem dois tipos de aceiros: os naturais e os artificiais.
 
Rios, canais, áreas rochosas ou com muitos pedregulhos são chamados aceiros naturais.
 
Os artificiais são pequenas estradas, trilhas ou aceiros preparados pelo homem para servirem de barreira para impedir o avanço do fogo quando das queimadas.
 
Para se fazer um aceiro é preciso limpar solo de toda e qualquer vegetação, retirando dali, tudo que possa pegar fogo, como árvores, arbustos, folhas secas, capim, etc. Até mesmo a camada mineral deve ser retirada, raspando a terra com uma profundidade aproximadamente de cinco centímetros para que o fogo não atinja áreas a serem preservadas.
 
Geralmente os aceiros devem ter uma largura de aproximadamente cinco a seis metros, em ambos os lados, ao longo de toda a cerca ao entorno do terreno a ser preservado ou queimado. Quanto mais largo for o aceiro, menor o risco do fogo atingir as áreas que devem ser preservadas.
 
Sobre as queimadas, seja ela que tipo for, é preciso saber que uma pequena queima de lixo de fundo de quintal, produz tanta fumaça quanto um grande incêndio florestal. Antes de tudo é preciso pensar e analisar bem o assunto, levando em consideração que a qualidade do ar em nosso Estado é considerada boa, mas em determinada época do ano (na época da estiagem), as queimadas provocam grandes problemas à população e o meio ambiente.
 
Além da destruição da nossa flora e fauna, as queimadas emitem grande quantidade de fumaça que acaba prejudicando a qualidade do ar que respiramos. Pessoas idosas e crianças são as principais vítimas.
 
Não podemos esquecer que usar fogo em florestas ou em qualquer forma de vegetação, sem a autorização do órgão competente, é Crime Ambiental e o infrator pode ser penalizado com multas e, ainda, responder criminalmente de acordo com a Lei federal 9.605/98. A sabedoria popular tem um dito: ?COM FOGO NÃO SE BRINCA?.
 
?PROTEGER O MEIO AMBIENTE É DEVER DE TODOS, GOVERNO E SOCIEDADE?


SGT LÍDIO DE SOUZA NETO - ESPAÇO VERDE

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