No que diz respeito à saúde pública e preservação ambiental, nas esferas governamentais, quando algo não dá certo, a tendência é, imediatamente, jogar a responsabilidade nas costa do sucessor ou achar alguém para a ele imputar a culpa. Um ou o outro será responsabilizado pelos desmandos herdados, e isso não tem sido diferente em nossas cidades co-irmãs, Aquidauana e Anastácio.
Num ou noutro momento, a atual administração Aquidauanense vem sendo acusada, principalmente pelos caos na questão ambiental e saúde pública. Apesar dos últimos quatro anos de total desmando ou descaso por parte dos que estavam no poder, a culpa é do outro. Um exemplo notório dessa inércia, basta levar em considerações as situações herdadas do aterro sanitário, do antigo lixão, às margens do também antigo aeroporto e em especial a questão da saúde pública do município.
Falando em saúde e desvio de verbas públicas na gestão passada, fontes fidedignas afirmam que o GAECO, já está a caminho para complementar a sua sublime missão por estas bandas. Como noticia um amigo da imprensa local: ?Corre informação na ?rádio corredor? que o GAECO está chegando novamente. Além dos já conhecidos, constam ainda que novos nomes estão incluídos na operação. Outros engraçadinhos, ?brincam?, dizendo que o recesso veio na hora certa e que muitos já afivelaram as malas para as viagens de férias, e concluem: será que voltam?? Comenta ?Focos dos Fatos?!
É bom que os que têm culpas no cartório, de mamando a caducando, hoje, sentadinhos no ?trono? como se nada tivessem acontecido, entre eles, alguns ocupantes de cargo eletivo no Legislativo Aquidauanense, colocassem as barbas de molho. Com certeza, as surpresas não serão nada agradáveis!
Na gestão passada, pouco ou quase nada, se fizeram no tocante à saúde e preservação ambiental. As verdadeiras ferramentas de conscientização, que só poderiam ser exercitadas, através da educação e conscientização dessa e futuras gerações, por iniciativas do poder público, não foram utilizadas. Não só na cidade e, principalmente, na zona rural, para atingir um público alvo de pouco acesso a mídia.
Isso qualquer cidadão sabe. Os engravatados (políticos demagogos) do poder em período de campanha eleitoral insistem em medidas utópicas e obras de ficção, em relação à saúde e preservação ambiental, despidas de qualquer validade a não ser a eleitoreira.
Por uma questão de cultura ou conivência, sempre foi mais fácil colocar gerentes ou secretários despreparados, para tratar de um meio ambiente, de uma finança, de uma saúde etc., cada vez mais doentes, do que acabar com os esgotos a céu aberto, acabar com a farra do erário público-que envergonha Aquidauana e outras cidades sul-mato-grossenses.
Nem os mais capacitados administradores formados nas maiores universidades, teriam condições de trabalharem com eficácia em cidades em que os governantes, num passado recente, desprezaram a saúde do povo, o meio ambiente, a assistência social... e, por conseguintes, também, desprezaram a grande maioria da população, com exceção dos seus ?apaniguados?.
É claro que não é difícil de entender: os oportunistas do poder político não se interessaram por questões sociais que não somam votos ou necessitam de verbas específicas.
Por que não destinaram verbas prioritárias para o meio ambiente, saneamento básico, saúde, assistência social... Para que a população ficasse imune da dengue e outras doenças sazonais. Com certeza, com uma melhor qualidade de vida e bem-estar, os mais humildes teriam adoecido menos.
Saúde e meio ambiente têm um relacionamento muito estreito e devem ser vistos como um todo: físico, emocional e social. Quem se der o trabalho de passar um dia num hospital público ou em contato com a natureza, vai saber bem do que estamos falando.
Não existem saúde e boa qualidade de vida, sem um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Nada disso foi visto por quem permaneceu em seu gabinete, mal assessorado, ditando regras para eventualidades que deveria ter conhecimentos básicos.
Ao contrário, o que se viu nos últimos anos foi uma fabricação constante de prováveis crimes ambientais, praticados por aqueles que estavam no poder e que deveriam primar pela preservação da natureza e a saúde pública.
Por outro lado, não podemos ficar de braços cruzados lamentando essas calamidades. Já está na hora de acabarmos com essas hipocrisias, independente de facção, sigla partidária, bancadas e partidos políticos. Vamos arregaçar as mangas, colocar as mãos na massa e trabalhar com coerência, como um todo, em prol a nossa cidade.
SGT LÍDIO DE SOUZA NETO - ESPAÇO VERDE